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BC ganha R$ 3,15 bilhões com atuação no câmbio em janeiro até dia 13

O Banco Central (BC) registrou ganho de R$ 3,153 bilhões com as operações de swap cambial em janeiro, até o dia 13. Em 2016, o resultado das operações feitas para dar proteção e liquidez ao mercado ficou positivo em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.

O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com a taxa de juros em um determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.

Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.

O estoque, que já passou dos US$ 110 bilhões, está na linha dos US$ 26 bilhões e deve seguir neste patamar já que o BC retomou a rolagem de contratos nesta semana.

Em entrevista dada em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial, o presidente Ilan Goldfajn, foi enfático ao dizer que "não estamos preocupados com dólar forte". Ao lado de Ilan, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a dizer que o Brasil tem câmbio flutuante e nenhuma meta para a taxa de câmbio. Respondendo a questionamento de jornalistas, Ilan disse que o Brasil sempre tem a possibilidade de usar swaps para dar tranquilidade ao mercado. "Temos reservas de 20% do PIB e usamos para prover liquidez e momentos de estresse. Esse continuará sendo o caso."

Os ganhos e perdas com as operações de swaps têm impacto no gasto de juro do governo. Os gastos registrados no ano passado ajudam a reduzir a conta de juros, que deve cair de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - ou algo como R$ 500 bilhões - para 6,6% do PIB agora em 2016, conforme projeção feita, pelo próprio BC.

O menor gasto com juro também explica a redução do déficit nominal, apesar do aumento do déficit primário do governo. Em 2015, o déficit nominal somou 10,22% do PIB, patamar recorde. A previsão para 2016 é de redução para 9,3%, mesmo com um déficit primário de 2,64%, maior que o 1,85% do PIB registrado em 2015.

No lado das reservas internacionais, a perda acumulada em janeiro, até o dia 13, está na casa dos R$ 22,044 bilhões. Em 2016, a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.

Ao contrário dos swaps, as variações das reservas não têm impacto fiscal imediato. Quando o BC ganha com as reservas, repassa o dinheiro para a Conta Única do Tesouro e por determinação legal esses proventos só podem ser utilizados para o pagamento de dívida. Quando há perdas quem é ressarcido é o BC, via emissão de títulos. Essa conta a acertar entre BC e Tesouro fechou o ano de 2016 na casa dos R$ 250 bilhões e será liquidada ao longo de 2017.

Fluxo

O fluxo cambial ficou positivo em US$ 5,141 bilhões na semana passada, resultado de uma entrada líquida de US$ 5,087 bilhões na conta financeira e de uma entrada líquida de US$ 54 milhões na conta comercial, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

A retomada das emissões de bônus no exterior tem contribuído para a melhora do fluxo no mercado local. Só na semana passada Petrobras, Fibria e Raízen anunciaram emissões no exterior que somaram US$ 5,2 bilhões. Para o ano, a expectativa é de um total de US$ 25 bilhões em captações, 25% a mais que em 2016.

No mês, o fluxo cambial está positivo em US$ 4,087 bilhões, resultado de um superávit de US$ 4,121 bilhões na conta financeira e de um déficit de US$ 34 milhões na conta comercial.

No mesmo período do ano passado, o saldo cambial estava negativo em US$ 843 milhões.

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