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Juros futuros seguem valorização do dólar e fecham em alta

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam em alta na BM&F, acompanhando o movimento de valorização do dólar e da alta das taxas dos Treasuries. Lá fora, as taxas dos Treasuries subiram, sustentando a valorização da moeda americana frente às principais divisas.

No mercado de juros local, o DI para janeiro de 2018 subiu de 10,94% para 10,96%, enquanto o DI para janeiro de 2019 avançou de 10,42% para 10,47%. Já o DI para janeiro de 2021 subiu de 10,62% para 10,73%. A curva de juros ainda reflete maior probabilidade de um corte de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic) em fevereiro.

As ações protecionistas de Donald Trump nos primeiros dias de seu governo nos Estados Unidos reforçam a preocupação dos investidores de que o presidente americano deve cumprir as promessas de campanha e adotar uma política fiscal mais expansionista, o que poderia levar o banco central americano a promover um aumento maior que o esperado da taxa básica de juros nos Estados Unidos.

"Por enquanto, o Trump está cumprindo com o que prometeu, o que aumenta as chances de ele realizar uma diminuição de impostos, o que pode dar força para o dólar", afirma Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos.

A expectativa de um continuidade de um ritmo de corte de juros mais agressivo da Selic tem sustentado a demanda por papéis prefixados, com os investidores vendo a possibilidade de uma queda do juro básico para um dígito.

Nesta quinta-feira, o Tesouro Nacional vendeu todas as 9 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) ofertadas em leilão primário e o lote integral de 1 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) que é um papel pós-fixado.

Dados divulgados hoje pelo Banco Central mostram que as concessões de crédito mostraram uma recuperação em dezembro, tendo avançado 10,4% em relação a novembro. Em 2016, o volume de novos empréstimos caiu 8,2%.

O mercado ainda acompanhou a Operação Eficiência, da Polícia Federal (PF), que envolveu o mandado de busca e apreensão na casa do empresário Eike Batista, que ainda não foi encontrado.

A operação não chegou a ter impacto nos mercados locais, mas o avanço das operações da PF aumenta a preocupação dos investidores, especialmente com o fim do recesso do Congresso na semana que vem e da expectativa de homologação das delações dos executivos da Odebrecht. Investidores temem que o envolvimento de políticos que fazem parte do governo possa atrapalhar o andamento da agenda de reformas no Congresso.

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