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Atividade da indústria paulista amarga terceiro ano de queda em 2016

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista caiu 8,9% em 2016, registrando a terceira queda anual consecutiva, resultado inédito para a série histórica, de acordo com dados divulgados pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Em 2015 e 2014, o recuo foi de 6,2% e 6%, respectivamente, sem ajuste sazonal.

"Mesmo que o cenário não faça prever um 2017 glorioso, nossa projeção ao final de janeiro é que 2017 pode trazer crescimento de 1,2% para a indústria de transformação", estima Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e Ciesp.

A expectativa de um ciclo de redução mais intenso da taxa básica de juros (Selic), entre outros fatores, pode auxiliar a melhora da confiança da indústria em 2017, diz Francini.

Com o dado negativo de 2016, o INA acumulou queda de 19,7% entre 2014 e o ano passado.

De novembro para dezembro, o índice de atividade subiu 4,1%, maior avanço desde junho de 2008, e registrou alta de 0,1% entre outubro e novembro.

Em 15 dos 20 setores acompanhados, a variação do INA foi positiva em dezembro. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista. Todas as variáveis que compõem o índice apresentaram alta no mês, com destaque para horas trabalhadas na produção, que exerceu a maior influência nos resultados divulgados, com alta de 6,2% em dezembro ante novembro e recuo de 1,3% na comparação de dezembro de 2016 com o mesmo mês do ano anterior, na série com ajuste sazonal.

Quanto ao nível da capacidade instalada (Nuci), o nível médio de utilização em dezembro ficou em 75,9 pontos, registrando leve aumento (0,5 p.p.) em relação a dezembro de 2015.

Entre os setores de destaque está o de veículos automotores, cuja atividade da indústria subiu 6,5% na comparação de dezembro contra novembro, com ajuste sazonal. Mas no ano registrou queda de 9,3% quando comparado com o ano de 2015, sem ajuste sazonal.

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