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Bradespar e Vale dominam altas e giro do Ibovespa

As ações da Vale e da Bradespar dominam as atenções na Bovespa nesta segunda-feira (20). Os papéis negociam em forte alta e puxam o Ibovespa. Às 13h23, Bradespar PN dispara, com ganho de 14,87%, para R$ 26,19. Vale ON ganha 5,66%, paraR$ 36, enquanto Vale PNA ganha 5,58%, para R$ 34,05. O índice subia 1,07%, para 68.471 pontos.


Essas ações também dominam o volume financeiro do Ibovespa. O dia teria giro mais fraco, já que é feriado nos Estados Unidos (Dia do Presidente) e as bolsas americanas estarão fechadas, mas o vencimento de opções sobre ações e o anúncio de Vale impulsionam os negócios. Por volta das 13h, Vale e Bradespar movimentavam 46% do índice, ou R$ 896 milhões, de um total de R$ 1,925 bilhão.


A Vale informou que seus acionistas ? Litel Participações, Litela Participações, Bradespar, Mitsui e BNDES Participações (BNDESPar), reunidos na Valepar ? celebraram um novo acordo para vigorar após o término da vigência do atual, isto é, a partir de 10 de maio deste ano.


Segundo os termos da proposta, deverá haver uma conversão voluntária das ações preferenciais classe A (PNA) da Vale em ações ordinárias (ON), na relação de 0,9342 ON por cada PNA da mineradora. O preço utilizado será o de fechamento das ONs e PNAs da média dos últimos 30 pregões da bolsa anteriores a 17 de fevereiro, ponderada pelo volume de ações negociado nesses pregões.


A proposta também prevê a incorporação da Valepar pela Vale, com relação de substituição que contemple um aumento de 10% no número de ações detido pelos acionistas da Valepar em relação à sua atual posição. A diluição da participação dos demais acionistas da Vale no capital social é estimada em 3%, diz o aviso ao mercado.


O BTG diz em nota a clientes que trata-se de uma "mudança de governança brutal" para a companhia. A casa diz que o papel está negociando a 6,6 vezes o Ebitda, comparado a 7,7 vezes o Ebitda de Rio Tinto. Segundo o BTG, assumindo que, com melhora de governança, a Vale se aproxime da Rio Tinto, o fato se traduziria em criação de valor de 21% para a Vale. O melhor veículo para se ter exposição, diz, é Bradespar.


As ações da Bradespar recuperam, neste pregão, o desconto tradicionalmente dado a companhias holdings em bolsa, diz o analista Marco Saravalle, da XP Investimentos. Para ele, o mercado pode estar apostando no fim de Bradespar como holding, já que será incorporada pela empresa. Com isso, Bradespar deixa de ser uma "casca" não operacional, e que por isso recebe um desconto do mercado (a exemplo de outras holdings, como Itaúsa) para fazer parte de Vale. O desconto, então, deixa de fazer sentido. Segundo ele, descontos para holdings variam entre 15% e 30% em relação à empresa operacional.


O acordo abre espaço para a companhia maximizar seu valor, ao retirar o controle definido da empresa, diz o sócio da Canepa Gestora de Recursos, Alexandre Póvoa. Ele lembra que companhias sem controle definido ficam mais livres para buscar projetos e fazer movimentações que ampliem seu valor, sem o risco das decisões ou vetos do "dono".


Câmbio


O dólar virou e passou a cair ante o real nesta segunda-feira, acompanhando o enfraquecimento da divisa no exterior. As moedas emergentes passaram a subir, abandonando o fraco desempenho de mais cedo.


A liquidez, porém, segue baixa, devido ao feriado nos EUA. Mantido o ritmo atual, o mercado futuro de dólar pode fechar esta sessão como menor volume de contratos negociados em um mês.


O anúncio do novo acordo de acionistas da Vale é visto de forma positiva pelo mercado como um todo.


André Muller, economista da AZ Quest, também vê impacto positivo sobre a percepção de risco-Brasil. Para ele, isso confirma a avaliação de que o governo tem trabalhado no sentido de criar condições para melhorar a governança das empresas, o que favorece agenda de reformas e dá espaço para a retomada da confiança e, posteriormente, do crescimento.


Às 13h34, o dólar comercial caía 0,21%, a R$ 3,0859, longe da máxima de R$ 3,1059.No mercado futuro, o dólar para março cedia 0,55%, a R$ 3,0900.


Juros


As taxas de juros começam a semana da decisão do Copom em queda, com o mercado ampliando apostas em um corte mais agressivo da taxa Selic. O feriado americano leve ao baixo volume de negócios, o que reduz a movimentação de estrangeiros no mercado local.


O Brasil Plural acredita que o BC reduzirá a Selic em 0,75 ponto.O BTG Pactual também trabalha com corte de 0,75 ponto na próxima quarta-feira.Pesquisa Valormostra que a grande maioria dos 45 economistas consultados espera redução de 0,75 ponto. A avaliação tem base na ideia de que, mesmo com as recentes surpresas positivas com a inflação, a comunicação recente do BC tem classificado 0,75 ponto como o novo ritmo do ciclo de alívio monetário e que a opção por uma dose mais forte de queda só ocorreria caso surgisse um elemento inesperado no cenário de atividade.


Para um operador, porém, a surpresa de um corte de 1 ponto seria positiva. "Há condições para isso: o câmbio está mais forte, a inflação continua em baixa, e o BC tem afirmado que está atento às expectativas, que melhoraram muito", diz.


Às 13h39, o DI janeiro de 2018 cedia a 10,530% ao ano, ante 10,565% no ajuste anterior.O DI janeiro de 2019 recuava a 10,060%, contra 10,070% no último ajuste.O DI janeiro de 2021 caía a 10,250%, ante 10,270% no ajuste anterior. E o DI janeiro de 2023 tinha taxa de 10,450%, em relação a 10,470% no ajuste anterior.

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