Embratel Star One inicia fase comercial de novo satélite


A Embratel Star One, operadora de satélites do grupo América Móvil, informou que iniciou nesta segunda-feira a operação comercial do Star One D1. O satélite foi lançado no dia 22 de dezembro, com investimento de US$ 400 milhões, e vai atender aos mercados do Brasil e das Américas do Sul, do Norte e Central.


A expectativa era que os testes na posição orbital fossem concluídos neste mês, para iniciar a venda de capacidade, conforme antecipou o Valor, em 17 de janeiro.


Equipado com as bandas C, Ku e Ka, o artefato tem 28 transponders (receptores e transmissores de sinais) em banda C, para sinais de voz, TV, rádio, dados e internet.Outros 24 transponders em banda Ku podem atender a serviços de transmissão de vídeo, internet e telefonia em áreas remotas.


Já os 300 transponders em Ka possibilitam a interconexão entre pontos remotos das redes celulares via satélite em alta velocidade, além de aplicações empresariais. O plano da Embratel Star One é criar uma estrutura de rede backhaul (faz a ligação entre o núcleo da rede, ou backbone, e as sub-redes periféricas) celular para toda a América Latina e integrar o backbone das redes periféricas, criando uma infraestrutura maior, informou a companhia.


O Star One D1 é o maior da Embratel Star One e nono satélite da frota da empresa. Com o equipamento, a companhia pretende ampliar ofertas de serviços de dados, vídeo, celular e internet. A Star One lançou o D1 com parte da capacidade já vendida.




Concorrência


A Telebras vai realizar uma audiência pública na quinta-feira, às 10h, em Brasília, para tratar da comercialização de capacidade em seu novo satélite em banda ka. O objetivo da estatal é obter informações para selecionar empresas concessionárias, permissionárias ou autorizatárias de serviços de telecomunicações para firmar contrato de cessão de capacidade no satélite.


Será oferecida capacidade em banda ka no Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), um artefato dedicado às comunicações do governo brasileiro e integralmente controlado pelo Brasil. O projeto, que envolve investimentos de R$ 2,1 bilhões, é uma parceria entre o Ministério da Defesa e o da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.


Outras empresas também disputam a oferta de banda larga, como a Eutelsat, que lançou seu satélite com as três bandas (C, ku e ka) em março do ano passado, e a Hughes, que já oferece conexão para banda larga em ka.Neste ano, a Yahsat, de Abu Dhabi, lança seu satélite em ka, com investimento de US$ 200 milhões.

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