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Pela sétima vez seguida, mercado reduz previsão da inflação deste ano

Caiu ainda mais a expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação deste ano, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de 4,47% para 4,43%, na sétima revisão consecutiva para baixo. Há apenas um mês, o mercado esperava IPCA de 4,71%, acima da meta de 4,50%.


Para 2018, a mediana seguiu em 4,50%. Em 12 meses, caiu de 4,71% para 4,62%.


Entre os analistas Top 5 de médio prazo, a percepção é de uma inflação ainda mais baixa. Eles reduziram a projeção de 4,15% para 4,10%. Há um mês, a mediana estava em 4,45%. Esse grupo ajustou a previsão de 2018 para cima, de 4,21% para 4,30%.


Índices


Depois de uma inflação historicamente baixa em janeiro (0,38%), os dados parciais de inflação em fevereiro divulgados na semana passada mostram que a alta dos preços continua comportada. O IPC-S, que apura os preços em sete capitais, cedeu de 0,61% para 0,49% da primeira para a segunda quadrissemana de fevereiro, com deflação em alimentos e o fim do efeito do reajuste das mensalidades escolares.


No mesmo período, o IPC-Fipe, que mede a inflação apenas em São Paulo, saiu de 0,18% para 0,02%, pelo mesmo motivo. Os IGPs, índices em que o atacado tem maior peso, também tiveram forte desaceleração. O IGP-10 saiu de 0,88% para 0,14% entre janeiro e fevereiro e a segunda prévia do IGP-M, de 0,76% para 0,02%, ambos puxados pelas altas menos intensas do minério de ferro e queda de preços agrícolas.


No Focus, a expectativa para o IPCA de fevereiro caiu pela terceira semana consecutiva, de 0,50% para 0,48%.


Câmbio, juros e PIB


O câmbio, um dos fatores que ajudam a reduzir a taxa de inflação, também foi revisado no relatório de mercado do BC. A mediana das estimativas para o dólar ao fim de 2017 caiu de R$ 3,36 para R$ 3,30, enquanto para o fim de 2018 saiu de R$ 3,49 para R$ 3,40.


Enquanto isso, as expectativas para a taxa de juro ao fim deste ano não mudaram. Tanto o mercado em geral quanto o Top 5 esperam que a Selic seja reduzida dos atuais 13% para 9,50%. Para o fim de 2018, o mercado vê uma taxa menor, de 9%, enquanto o Top 5 estima 9,38%. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decide sobre a taxa de juro.


Também não foram alteradas as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 0,48% neste ano, e de 2,30% em 2018.



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