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Vale cai mais de 8% afetada por preço de commodity e derruba Bovespa

Uma onda de mau humor atingiu o mercado de ações no pregão de hoje. O Ibovespa fechou com queda de 2,93% aos 62.980 pontos e com volume financeiro de R$ 7,2 bilhões, um pouco superior à média diária do mês, que é de R$ 6,5 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras ajudaram a derrubar o índice em meio à queda do preço das commodities no mercado internacional, às incertezas com a aprovação da reforma da Previdência Social e o anúncio do contingenciamento do governo, que é esperado para amanhã.


As bolsas americanas também contribuíram para o desempenho negativo do Ibovespa. Os principais índices fecharam em baixa com a preocupação dos investidores de que o chamado "Trump trade", que aposta em maior crescimento e mais inflação com mudanças políticas que incluiriam uma reforma tributária e gastos mais elevados em infraestrutura, esteja se tornando supervalorizado e mais vulnerável a uma reversão.


Entre as notícias locais, o fator de preocupação dos investidores é o anúncio de contingenciamento do governo, que deve ser feito amanhã. De acordo com reportagem do Valor, o governo conseguiu baixar o contingenciamento dos R$ 65 bilhões para R$ 40 bilhões. Ainda assim, ficaria acima do número de R$ 30 bilhões que chegou a circular entre as mesas de operação, ontem.


Os papéis PNA da Vale fecharam com baixa de 8,48% e as ações ordinárias tiveram baixa de 8,19%. Os papéis reagiram à queda no preço do mineiro de ferro, que recuou 4,3%, em Qingdao, na China, para US$ 87,59 a tonelada. No exterior, os papéis das companhias pares da Vale, a BHP Billiton e a Rio Tinto, também tiveram queda.


A queda das ações PNA e ordinárias da Vale, juntas, respondeu por 25% do desempenho negativo do Ibovespa. A Vale foi, isoladamente, a ação que mais puxou o índice para baixo no pregão de hoje. A análise é feita ponderando a participação da ação na composição do Ibovespa. Em relação ao volume financeiro, os papéis da Vale foram responsáveis por 12% do giro do financeiro.


As ações da Petrobras caíram e, como respondem por 10,5% da composição do Ibovespa, também contribuíram para o recuo do Ibovespa. Os papéis preferenciais recuaram 4,41% e as ações ordinárias tiveram baixa de 3,39%. A Petrobras reagiu à queda do preço do petróleo WTI no mercado internacional, que recuou 1,8%, mas também à expectativa dos investidores em relação à divulgação do balanço da companhia, que sai logo mais.


A média das projeções de seis bancos consultados pelo Valor para o resultado financeiro da Petrobras indica lucro líquido de R$ 3,095 bilhões para a empresa entre outubro e dezembro. Para o acumulado de 2016, as casas estimam prejuízo de R$ 14,239 bilhões, ante perdas de R$ 34,836 bilhões no ano anterior.


As ações das empresas frigoríficas, que registraram forte queda nos dias anteriores, diminuíram as perdas. Os papéis da Marfrig - que não está envolvida na operação Carne Fraca - tiveram a maior alta do dia e subiram 1,12%. As ações da Minerva tiveram alta de 0,64%. Já os papéis da JBS tiveram leve queda de 0,37% e as ações da BRF recuaram 1,24%, ambas empresas são investigadas na operação Carne Fraca.


Os papéis do sistema financeiro também fecharam com queda no pregão. A maior queda do dia ficou com os papéis ordinários do Bradesco, que recuaram 3,51%.

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