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Dólar fecha em alta em meio a cautela com Trump

O mercado de câmbio iniciou a semana repercutindo o aumento da aversão global ao risco diante de dúvidas sobre a agenda econômica do presidente americano, Donald Trump. A busca por segurança elevou o dólar frente ao real e também em relação a outras divisas emergentes.


Os mercados de maneira geral reagem com cautela aos desdobramentos da primeira grande derrota de Donald Trump no Congresso americano. Os próprios republicanos, companheiros de legenda do presidente, retiraram de apreciação na sexta-feira a proposta de reforma da saúde, que prevê a substituição do Obamacare pelo Trumpcare.


O receio é que Trump tenha dificuldades também para emplacar promessas de aumentos de gastos, convicção que patrocinou o salto do dólar e das commodities desde a eleição americana, no começo de novembro passado.


No fechamento, o dólar comercial subiu 0,69%, a R$ 3,1291. No mercado futuro, o dólar para abril ganhava 0,59%, a R$ 3,1330.


Uma cesta de moedas emergentes incluindo o real perdia 0,91%, a caminho da maior queda diária em quase 20 dias. O rand sul-africano colapsa 3%, no maior tombo desde os dias seguintes à eleição de Trump, há quase cinco meses.


As moedas que lideram as perdas globais estão entre as mais correlacionadas aos preços das matérias-primas, que ganharam impulso com as promessas de Trump de mais gastos com infraestrutura.


O rand sul-africano (-3%), o peso colombiano (-0,8%), o peso chileno (-0,7%), o real (-0,7%) e o peso mexicano (-0,7%) encabeçam as perdas globais desta sessão.


O iene, por outro lado, subia 0,6%, enquanto o ouro à vista ganhava 0,8%, nas máximas desde 27 de fevereiro.

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