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Bovespa fecha em alta com ajuda de Vale e Petrobras

Os investidores mantiveram a cautela em mais um pregão em que as ações da Petrobras e da Vale determinaram o comportamento da bolsa de valores. O Ibovespa subiu 1,37% aos 65.528 pontos e teve giro financeiro de R$ 8 bilhões. Os papéis da Vale e da Petrobras fecharam em alta acompanhando a valorização das commodities no cenário externo.


As ações preferenciais da Petrobras subiram 3,58% para R$ 14,45 e os papéis ordinários tiveram ganho de 3,27% para R$ 15,16. O preço dos contratos futuros de petróleo WTI para maio fecharam em alta de 2,4% a US$ 49,51 o barril. O petróleo subiu com a divulgação de que os estoques nos Estados Unidos cresceram menos do que o esperado na semana passada, em alta correspondente a 867 mil barris, para 533,977 milhões de unidades, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Departamento de Energia.


As ações PNA da Vale tiveram alta de 0,88% e os papéis ordinários da empresa subiram 1,01%, ainda com o otimismo dos investidores com a mudança no comando da empresa, que passará a ser chefiada por Fábio Schvartsman, ex-Klabin. "Apesar dessa alta, a bolsa continua com movimentações concentradas no day trade", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


Os papéis do sistema financeiro também fecharam em alta, puxados por Banco do Brasil, que subiu 3,63% para R$ 34,30. A equipe de estrategistas do UBS, liderada por Philip Finch, reviu a recomendação para as ações do Banco do Brasil de venda para neutra. O preço-alvo para os próximos 12 meses passou de R$ 23 para R$ 34. Com a recomendação, as ações ordinárias do banco operavam em alta de 2,87% a R$ 34,05, às 16h.


Entre os fatores analisados pelo UBS para rever a recomendação para a ação é a possibilidade de o Banco Brasil reduzir em 10,7% o número de agências bancárias. Hoje, o BB possui 23 mil agências. Essa redução de agências poderia significar uma redução de 0,8% nos custos.


Segundo o UBS, os resultados financeiros do quarto trimestre sugerem que o Banco do Brasil já passou pelo pior momento da crise. "Incorporando uma margem financeira mais forte, menores provisões e os planos de reestruturação anunciados pelo banco, elevamos as nossas estimativas de ganhos por ação em 11,2% em 2017, 14,8% em 2018 e 14,1% em 2019. O ROE pode passar de 8,8% em 2016 para 14,5% em 2019", escreveram os analistas em relatório.


Já a ação do Santander fechou com queda de 2,36%. O Santander anunciou ontem que fará uma oferta pública secundária de até 92 milhões de units, se considerada a colocação de lote adicional, para dar saída ao acionista Qatar Holding, que tem 5,5% do capital total. A operação pode movimentar cerca de R$ 3 bilhões.


As ações da Cetip tiveram o maior movimento financeiro do dia, de R$ 1,8 bilhão. Os papéis fecharam com alta de 0,92% a R$ 49,50. A partir de amanhã, as ações da Cetip deixam de ser negociadas no mercado de ações devido à fusão com a BM&FBovespa. Os papéis da BM&FBovespa também registram forte giro financeiro, de R$ 1 bilhão, o segundo maior movimento do dia. Os papéis subiram 3,64% a R$ 19,35.


Com a fusão, os acionistas da Cetip receberão, para cada ação ordinária, um ação ordinária e três ações preferenciais resgatáveis de emissão da Companhia São José Holding.


Após a consumação da operação, as ações preferenciais de emissão da holding serão resgatadas e os acionistas da Cetip farão jus ao recebimento do seu valor de resgate, que será pago até o dia 2 de maio, seguida da incorporação da holding pela BM&FBovespa.


A equipe de estrategistas do Itaú Private Bank, liderada por Nicholas Mc Carthy, recomenda a alocação tática neutra no mercado de ações. Em relatório distribuído aos clientes, os estrategistas informam que parte das boas notícias recentes e expectativas mais positivas já estão precificadas assim como os riscos do mercado internacional e local.


"Mantemos uma visão construtiva para o médio e longo prazo. Do lado externo, o impulso vem de dados consistentes da atividade econômica global. No cenário doméstico, há a expectativa de um ciclo de corte de juros mais acentuado e aprovação da reforma da Previdência, no segundo semestre, que trazem esperança de que a economia volte a crescer de forma sustentável", escreveram.


Os estrategistas consideram que os riscos para o desempenho da bolsa de valores são decepções quanto à reforma da Previdência e recuperação mais lenta da economia. Do lado externo, eles citam uma possível desaceleração da economia chinesa, eleições na Europa e medidas a serem implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


"Acreditamos que ainda há muitos recursos estrangeiros a serem alocados no caso de uma maior confiança na retomada do crescimento econômico nos próximos meses. Apesar da recente correção dos preços das ações, ainda não estamos suficientemente confortáveis em assumirmos uma posição mais otimista em bolsa brasileira. Assim, recomendamos manter a alocação tática neutra", escreveram em relatório.

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