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Alta de bancos impede queda maior do Ibovespa

Em um dia de preocupação com a reforma da Previdência Social, os dados sobre o mercado de crédito divulgados pelo Banco Central (BC) amenizaram as perdas na bolsa de valores. As concessões de financiamento subiram 30,5% em março e ajudaram as ações dos bancos a fechar em alta, sugerindo que o setor de crédito - considerado fundamental para a retomada da economia - pode ter iniciado um processo de recuperação, ainda que lento e gradual. Como, juntas, as ações dos bancos representam 25% da composição do Ibovespa, a reação desses papéis impediu que o índice acentuasse o movimento de queda.


O Ibovespa fechou em baixa de 0,44% aos 64.862 pontos e giro financeiro de R$ 7,6 bilhões. Entre os papéis do sistema financeiro, as ações PN do Bradesco tiveram a maior alta do dia e subiram 1,69%, as ações do Itaú Unibanco tiveram alta de 0,18% e as unit do Santander ganharam 1,41%. O Bradesco divulga o resultado financeiro amanhã e os investidores estão otimistas já que o balanço do Santander, divulgado hoje, ficou acima das expectativas. O lucro líquido da filial brasileira do maior banco espanhol subiu 37,3% nos três primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2016, para R$ 2,280 bilhões.


Para o economista Roberto Padovani, do Banco Votorantim, em relatório distribuído a clientes, o ritmo lento de recuperação da atividade econômica e as condições desfavoráveis no mercado de trabalho, com o desemprego ainda em alta, indicam que a diminuição do estoque de crédito deve continuar no curto prazo. Por outro lado, os últimos dados de confiança vêm mostrando uma recuperação e, com isso, o volume de concessões para pessoa física poderá apresentar uma recuperação gradual ao longo deste ano. Esse movimento, entretanto, deve ser mais demorado para o segmento de pessoa jurídica.


Os investidores também mantiveram a cautela durante o dia para aguardar o anúncio do pacote tributário do presidente americano, Donald Trump. As medidas ficaram de acordo com o esperado pelos profissionais do mercado financeiro. "Curiosamente, tanto os Estados Unidos quanto o Brasil dependem, neste momento, do Congresso para aprovarem as medidas de estímulo econômico", diz Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos. No mercado local, a apreensão é com a aprovação da reforma da Previdência ganhou força depois que o governo saiu derrotado na votação do projeto de recuperação dos Estados, ontem.


Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com os papéis ON da CSN, que subiram 4,20%, e os PNA da Usiminas, que tiveram alta de 5,43%. Um ofício emitido hoje pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) permite à CSN manter seu representante no conselho de administração da Usiminas. A CSN, maior acionista da Usiminas fora do bloco de controle, havia perdido no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) o direito de participar da assembleia geral ordinária que será realizada amanhã.


As ações da Vale fecharam em baixa. Os papéis PNA caíram 1,98% e as ações ON tiveram queda de 2,19%. A empresa anuncia o resultado financeiro amanhã, antes da abertura do mercado, e pode contabilizar um lucro líquido de US$ 2,58 bilhões, segundo projeções de sete instituições financeiras consultadas pelo Valor. As ações PN da Petrobras recuaram 2,37% e as ações ON tiveram baixa de 1,77%.

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