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IGP-M cai 0,89% na primeira prévia de maio, taxa mais baixa desde 1989

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,89% na medição inicial de maio, a menor taxa da primeira prévia desde o início da série do indicador, em junho de 1989, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Um mês antes, o IGP-M tinha recuado 0,74%. O índice, que serve de referência para o reajuste de contratos, como os de aluguel, foi influenciado principalmente pela queda dos itens industriais no atacado e pela desaceleração da inflação no varejo.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) saiu de queda de 1,21% na primeira prévia de abril para recuo de 1,37% no mesmo intervalo de maio. Os itens industriais foram de queda de 0,52% para recuo de 1,22% enquanto os produtos agropecuários deixaram decréscimo de 3,11% para baixa de 1,80%.


No corte por estágio de produção, os bens finais cederam de 0,27% para 0,11%, por causa dos alimentos in natura (de 3,51% para -2,28%). Os bens intermediários caíram 0,36% em maio, de queda de 0,79% em abril, por conta do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção (de -0,92% para 0,72%). As matérias-primas caíram 4,26% na primeira prévia de maio, de recuo de 3,32% no mês anterior. Destacaram-se minério de ferro (-1,60% para -14,37%), leite in natura (3,77% para 0,13%) e cana-de-açúcar (0,32% para -0,66%).


No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) marcou elevação de 0,03% no primeiro decêndio de maio, depois de subir 0,30% um mês antes. Metade das oito classes de despesa componentes do índice registraram taxas mais baixas, com destaque para Habitação (0,68% para -0,17%), influenciada por tarifa de eletricidade residencial (3,02% para -2,35%).


Foram também para o campo negativo Alimentação (0,41% para -0,25%) e Educação, Leitura e Recreação (0,13% para -0,45%), enquanto subiram menos Despesas Diversas (0,50% para 0,13%). Nestas classes de despesa, destacaram-se os itens hortaliças e legumes (5,21% para -2,97%), passagem aérea (9,66% para -14,33%) e despesas com animais domésticos (1,17% para 0,10%), respectivamente.


Deixaram o território negativo Comunicação (-0,25% para 0,87%) e Vestuário (-0,40% para 0,34%), Transportes diminuíram o ritmo de queda (-0,39% para -0,26%) eSaúde e Cuidados Pessoais avançaram mais (0,75% para 1,31%).


Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) caiu 0,06% no primeiro decêndio de maio, seguindo recuo de 0,14% na parcial de abril. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou recuou 0,14%. No mês anterior, este índice caiu mais, 0,31%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.

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