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Fluxo de longo prazo leva juros futuros à queda nesta terça-feira

A terça-feira foi mais uma sessão de venda de juros no mercado brasileiro, com novos dados de inflação e mais revisões de baixa na Selic elevando o conforto de operadores na direção de apostas em um Copom mais agressivo no fim deste mês.


Vários DIs renovaram mínimas recordes, com a taxa para janeiro de 2018 atingindo 8,950% ao ano no piso. As apostas dos investidores continuam embutindo cerca de 70% de probabilidade de corte de mais de 1 ponto percentual da Selic no fim deste mês.


A queda dos DIs, porém, foi mais pronunciada nos vértices de prazos mais longos, mais sensíveis à percepção de risco estrutural para a economia e também ao fator externo. O profissional de tesouraria de um grande banco diz ter notado venda de taxa por parte de "real money" - investidores que costumam se posicionar de forma mais estrutural, em prazos mais longos.


Isso ajuda a explicar a forte demanda por NTN-B em leilão realizado pelo Tesouro Nacional. A oferta de 1,3 milhão de papéis foi menor que o esperado, o que acabou provocando firme busca pelo papel também no mercado secundário. Por trás desse movimento está a ideia de que os juros reais de longo prazo no Brasil tendem a cair, à medida que o Banco Central segue com o processo de distensão monetária e as reformas fiscais caminham rumo à aprovação.


O sexto dia consecutivo de queda do dólar, que chegou a operar na casa de R$ 3,08, deu fôlego extra ao "trade" de venda de DI, num momento em que crescem especulações de que a sinalização do BC de rolagem integral dos swaps visa fortalecer cenário de cortes mais intensos da Selic.


Depois de ontem o Itaú Unibanco ter revisado a projeção de corte de juro neste mês de 1 ponto percentual para 1,25 ponto, hoje foi a vez do Bank of America Merrill Lynch anunciar projeção de corte de 1,25 ponto no próximo dia 31 - e também no Copom de julho.


"As expectativas de inflação declinaram significativamente e o crescimento continua fraco", diz em relatório a equipe de pesquisa macro do banco, chefiada no Brasil por David Beker. A instituição prevê descompressão adicional dos juros curtos e passou a ver também Selic de 7,5% no fim de 2017 (9% antes).


Ao fim do pregão regular desta terça-feira, às 16h, o DI julho/2017 caía a 10,380% (10,400% no ajuste anterior).O DI janeiro/2018 cedia a 8,965% (9,005% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 recuava a 8,800% (8,850% no último ajuste). E oDI janeiro/2021 tinha taxa de 9,510% (9,600% no ajuste de ontem).

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