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Juros futuros longos têm maior alta em 3 semanas com 'risco Trump'

Após oito sessões de queda livre, as taxas de juros de longo prazo subiram com força na BM&F nesta quarta-feira, puxadas pela alta do dólar e pela aversão a risco que tomou conta dos negócios internacionais, em meio a preocupações com a política americana.


Os DIs janeiro de 2021 e janeiro de 2025 avançaram 9 pontos-base frente à taxa de encerramento de ontem. Mantido esse patamar até as 18h, será a maior alta diária desde 25 de abril, quando ambos saltaram 12 pontos e 17 pontos, respectivamente.


O ajuste decorre da crescente expectativa de que o presidente americano, Donald Trump, enfrente mais dificuldades para avançar com sua agenda de reformas. Mas o que incomoda mais investidores é a perspectiva de que o mandatário sequer possa terminar o mandato, o que ameaça mergulhar a política americana numa crise com potenciais impactos sobre o restante do mundo.


Por ora, analistas no Brasil avaliam que o espaço para o Banco Central cortar juros segue garantido. A inflação ancorada, o câmbio ainda em níveis considerados calmos, a atividade fraca e a perspectiva de aprovação das reformas fiscais se colocam como pano de fundo de um Comitê de Política Monetária (Copom) mais inclinado a cortar a Selic em 1,25 ponto percentual daqui a duas semanas. Analistas concordam que, em um cenário internacional mais extremo, o BC tenderá a ser mais conservador, mas ainda dará sequência ao processo de afrouxamento monetário.


Tanto que novas instituições ingressaram no time das que veem corte de 1,25 ponto percentual do juro básico na próxima reunião do Copom. BNP Paribas, BTG Pactual e Citi são as mais recentes. Itaú Unibanco, BofA e Bradesco já haviam alterado seus "calls" para redução naquela magnitude. Embora oficialmente ainda trabalhe com declínio de 1 ponto, o Goldman Sachs afirma estar revendo cenários e que provavelmente mudará estimativa também para 1,25 ponto. O Santander, que projeta redução de 1 ponto, diz que não seria surpresa corte de 1,25 ponto.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2021 avançava a 9,590% (9,510% no ajuste da véspera).O DI janeiro/2019 subia a 8,830% (8,800% no ajuste anterior). O DI janeiro/2018 - mais ligado à política monetária - operava estável a 8,970%. Já oDI julho/2017 caía a 10,362% (10,377% no ajuste anterior).

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