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Retomada das operações da Samarco continua incerta, diz presidente

O presidente da mineradora Samarco, Roberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira que a retomada das operações da empresa continua cercada de incertezas. "Hoje, após um ano e meio sem operar, não podemos falar claramente uma data em que a Samarco volta a operar", disse ele durante audiência pública ocorrida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre a situação da empresa.


A Samarco, empresa da Vale e da BHP Billiton, está parada desde 5 de novembro de 2015 quando uma de suas barragens de rejeito de minério de ferro, na região rural da cidade de Mariana (MG), se rompeu.


A companhia pretende voltar a operar com 60% de sua capacidade. Mas precisa de duas licenças a serem concedidas pelas autoridades ambientais de Minas. No momento, há um impasse com o prefeito da cidade de Santa Bárbara, Lélis Braga (PHS), de quem a Samarco tenta obter há meses uma anuência para poder dar entrada no pedido de uma das licenças.


A expectativa da mineradora era voltar a operar no fim do ano, mas o cronograma foi comprometido por conta da dificuldade de a empresa em chegar a um acordo com Santa Bárbara - de onde a empresa tira água para seu empreendimento, em Mariana. Outros prefeitos já deram anuência necessária para a tramitação da licença. Falta a de Lélis Braga.


"São muitas as incertezas ainda", disse o executivo. "Com todos esses atrasos no processo, tivemos que trabalhar junto com o sindicato [dos trabalhadores] um novo acordo de suspensão de contrato de trabalho", disse. A Samarco começa a valer entre junho e julho. Será o terceiro período de demissões, o chamado "lay off", e vai atingir parte de seus 1.800 funcionários.


Segundo Carvalho, a continuidade de paralisação da empresa põe em risco quase 20 mil empregos diretos e indiretos em risco.


A audiência de hoje tornou em um fórum de defesa de retomada da empresa. Deputados estaduais, prefeitos de cidades cuja economia tem relação com a Samarco, representantes do governo de Minas e do Espírito Santo, além de funcionários da empresa. O prefeito de Santa Bárbara, Lélis Braga (PHS), não participou.


Os discursos foram marcados por queixas sobre o impacto econômico da paralisação da empresa e também por críticas a Braga.


"Em Mariana, a cada duas pessoas em condição de trabalhar, uma está desempregada", disse Duarte Gonçalves (PPS), prefeito de Mariana. "Não está dando mais para segurar."


A audiência pública foi organizada pelo deputado estadual Roberto Andrade (PSB), presidente da comissão de desenvolvimento econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Andrade afirmou que vai buscar apoio do governador Fernando Pimentel (PT) para tratar da possibilidade de que o processo de licenciamento possa começar a andar independentemente da assinatura do prefeito de Santa Bárbara.

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