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Banco Central perde R$ 2,5 bilhões com atuação no câmbio até o dia 19

  • Karen Bleier/AFP

O Banco Central (BC) registra perda de R$ 2,505 bilhões com as operações de swap cambial em maio, até dia 19. Em abril, a perda foi de R$ 558 milhões. No ano, o BC acumula ganho R$ 2,914 bilhões.

Em maio do ano passado, o BC tinha perdido R$ 3,054 bilhões. Em 2016, a conta de swaps foi positiva em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.

O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com os juros em determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.

Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.

O estoque de contratos, que já passou dos US$ 100 bilhões e caiu para menos de US$ 18 bilhões, voltou a subir e está na linha dos US$ 26 bilhões, depois que o BC fez ofertas novas de contratos entre quinta-feira passada e ontem para conter a instabilidade no mercado gerada pela delação dos controladores da JBS. Nesta quarta-feira, o BC não fez colocação de novos contratos, mantendo apenas a rolagem do lote vincendo em junho.

No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, o ganho em maio, até o dia 19, foi de R$ 29,450 bilhões. Em abril, foi registrado ganho de R$ 5,917 bilhões.

No ano, a conta é negativa em R$ 17,316 bilhões. Em 2016, a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.

As operações de swaps têm impacto fiscal, pois ganhos e perdas são contabilizados na conta de juros, com consequente reflexo no resultado nominal do setor público.

Em 2015, a perda de swaps elevou o gasto com juro a 8,36% do PIB e puxou o déficit nominal a 10,22% do produto. Já em 2016, o ganho com essas operações ajudou a reduzir o gasto com juros a 6,49%, trazendo o déficit nominal para 8,98%.

Neste ano, com a queda no estoque de swaps, as variações deixam de ser determinantes para o comportamento dos indicadores fiscais que passam a refletir o crescimento do endividamento e o comportamento da taxa de juros e da inflação.

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