Meirelles: Rejeição da reforma trabalhista na CAS é processo normal

(Atualizada às 17h39) O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o resultado da votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado é um processo legislativo normal.Nesta terça-feira, a comissão rejeitou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) favorável à alteração das regras trabalhistas.


Por meio de vídeo gravado para as redes sociais, o ministro ressaltou que esta mesma reforma não teve seu regime de urgência aprovado em primeira votação pela Câmara, mas apenas em segunda, e depois passou pelo plenário da Casa.


"[A reforma trabalhista] foi para o Senado. Foi aprovado o mérito pela CAE [Comissão de Assuntos Econômicos]. Não foi aprovado agora pela CAS. Vai depois para a CCJ [Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania] e, depois, para o plenário. A expectativa continua sendo de aprovação normal", disse o ministro.


Na avaliação de Meirelles, episódios como o da rejeição da proposta na CAS são "absolutamente corriqueiros e esperados dentro do processo Legislativo". "Em resumo, o nosso plano de trabalho é estar baseado na hipótese de que ela será aprovada e estamos bastante serenos quanto a isso", afirmou.


O relatório de Ferraço na CAS recebeu dez voto contráriose nove favoráveis nesta terça-feira.


Carteira assinada


No Twitter, Meirelles tratou também da criação de emprego com carteira assinada. A abertura de mais de 34 mil vagas formais de trabalho em maio confirma as previsões do governo de uma "recuperação gradual do emprego", disse.


"Na retomada do crescimento, a economia demanda algum tempo para atingir o nível de emprego que desejamos", escreveu Meirelles no Twitter. "O importante é que o rumo está certo", acrescentou, em outro post.


Nesta terça-feira, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostraram que o Brasil abriu 34.253 empregos com carteira assinada em maio.


No acumulado do ano, o saldo é positivo em 48.543 postos de trabalho formais no país. O governo destacou que esse foi o segundo mês consecutivo de geração de empregos no país. Em maio de 2016, o Brasil fechou 72.615 vagas de emprego com carteira assinada.

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