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Notícias corporativas garantem alta do Ibovespa, mas giro fraco

As notícias corporativas deram o tom do mercado de ações no pregão de hoje. O Ibovespa subiu 0,84% aos 61.272 pontos, mas manteve o fraco giro financeiro dos últimos dias. O movimento ficou em R$ 4,1 bilhões, abaixo da média diária do mês, que é de R$ 6,3 bilhões, refletindo a cautela dos investidores em assumir posições de longo prazo e concentrando os negócios no giro diário.


De acordo com operadores, há três fatores que podem tirar o Ibovespa do patamar de oscilação entre os 60 mil e 62 mil pontos, dos últimos dias. O primeiro é a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que vai votar a reforma trabalhista, na próxima quarta-feira, que depois segue para votação no plenário. A aprovação da reforma é importante porque pode indicar que a reforma da Previdência, muito mais complexa e essencial para o ajuste fiscal, também pode ser aprovada.


Outro fator é a possível delação do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O ex-ministro poderia citar empresas e instituições financeiros na delação. O terceiro elemento é o julgamento do ex-presidente Lula. "Nesse caso, seria a retirada de um fator de incerteza para o mercado", diz um operador.


No pregão de hoje, o destaque do dia foram as ações da Vale. Os papéis PNA da mineradora subiram 1,61% e ficaram cotados em R$ 25,30. As ações ON tiveram alta de 1,89% e foram negociadas a R$ 26,97. O giro financeiro das duas ações respondeu por 24% do movimento do Ibovespa.


O movimento de alta das ações da mineradora ganhou força com a expectativa de que os acionistas da empresa aprovem a conversão de ações na assembleia geral marcado para 27 de junho. A Vale já havia anunciado que pretende converter as ações preferenciais em ordinárias na relação de 0,9342 preferencial por ordinária. Hoje, a diferença de preços entre as ações preferenciais e ordinárias da Vale atingiram a correlação definida pela empresa para a troca de papéis.


Até a data da assembleia, os preços dos ativos podem continuar oscilando. De acordo com reportagem do Valor, a expectativa é de que a assembleia tenha recorde de quórum e a operação de conversão de ações seja aprovada. O movimento de migração para o novo mercado deve ser concluído até novembro de 2020. "Hoje foi a Vale que puxou o mercado para cima", diz um operador.


As ações da Petrobras também fecharam em alta e ajudaram a consolidar a tendência positiva do Ibovespa. Os papéis PN subiram 3,44% e as ações ON tiveram alta de 1,64%. A valorização das ações da petroleira acompanhou a valorização do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros de petróleo tipo Brent com vencimento em agosto subiram 0,96% para 45,26 o barril.


Outros destaques de alta são foram as ações da Eletrobras e da Cemig. Os papéis ON da Eletrobras ganharam 8,95%, as ações PN da Cemig tiveram alta de 7,54% e os papéis PNB da Eletrobras ganharam 5,45%.


A Cemig anunciou que está dando início ao processo de venda da sua participação na Light após a autorização do seu conselho de administração. As ações da Light tiveram alta de 28,70%. Já o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, disse que a empresa pode cortar até metade do seu pessoal, dando continuidade ao seu plano de reestruturação operacional, e que espera conseguir o selo de governança da B3 até o final do ano.


As ações do sistema financeiro também fecharam em alta, com destaque para os papéis preferenciais do Bradesco, que subiram 1,25%.

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