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Juros futuros caem com alívio no câmbio e têm o menor giro desde maio

Com o menor volume em quase dois meses, as taxas de contratos de juros futuros negociados na B3 começaram a última semana de junho em queda. As vendas foram sustentadas pelo alívio do dólar, tendo o exterior positivo como pano de fundo. A moeda americana recuava 1,2% na tarde desta segunda-feira, para abaixo de R$ 3,30.


A diferença entre os DIs janeiro/2023 e janeiro/2019 - tida como uma medida de risco - caiu 13 pontos-base, queda mais forte em um mês. O DI janeiro/2018 marcava às 16h taxa de 8,960%. Se esse patamar for mantido até o fechamento, encerrará a sessão abaixo do nível do dia 17 de maio, mínima atingida antes do estouro da crise política envolvendo o presidente Michel Temer.


Mas o baixo volume de negócios denuncia um mercado que ainda se mostra reticente em abrir novas e grandes posições. O mantra "no news, good news" continua a ser repetindo nas mesas de operação, fruto do receio de surgimento de um "fato novo" que comprometa ainda mais a capacidade do governo de avançar com a agenda de reformas.


Sem notícias de peso hoje, o apetite por risco externo abriu caminho para queda dos DIs. Mas os patamares de taxas de prazos médios e longos deixam claro que o prêmio de risco exigido ainda está mais alto em relação ao começo da semana passada, antes de o governo sofrer inesperada derrota em comissão no Senado Federal que analisava o relatório da reforma trabalhista.


Para os próximos dias, todas as atenções estão voltadas para denúncias a serem oferecidas pela PGR contra o presidente Temer. Em cerimônia hoje no Palácio do Planalto, o presidente mais uma vez tentou passar impressão de normalidade, afirmando que o Brasil está "nos trilhos" e que "nada nos destruirá".


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI/janeiro/2019 cedia a 8,960% (9,000% no último ajuste).O DI janeiro/2021 recuava a 10,170% (10,210% no ajuste anterior).O DI janeiro/2023 tinha queda para 10,630% (10,680% no último ajuste). E o DI janeiro/2025 caía para 10,860% (10,900% no ajuste anterior).


Até 16h19, 639.235 contratos de DI haviam sido negociados. A média por minuto estava em 1.462,95 - a mais baixa desde 8 de maio (1.394,93).

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