IPCA recua 0,23% em junho, primeiro resultado negativo desde 2006

(Atualizada às 9h46) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,23% em junho, após registrar elevação de 0,31% um mês antes. "Esse resultado é o mais baixo para um mês de junho desde o início do Plano Real e o primeiro resultado mensal negativo para qualquer mês desde junho de 2006", destacou oInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)em nota. Em junho de 2016, o IPCA registrou aumento de 0,35%.


Nos 12 meses encerrados em junho, houve avanço 3%,a menor taxa em 12 meses desde março de 2007, quando ficou em 2,96%.Nos 12 meses imediatamente anteriores, a alta tinha sido de 3,6%. Nos seis primeiros meses do ano, o IPCA acumulou elevação de 1,18%.


A deflação do IPCA de junho foi mais marcada que a média de estimativas obtidas pelo Valor Data, de queda de 0,17%. O intervalo das projeções ia de recuo de 0,07% a baixa de 0,34%.


Grupos


Alimentação, habitação e transporte ? que concentram 60% das despesas domésticas ? registraram as quedas mais intensas em junho dentre as classes de despesas avaliadas. Alimentação recuou 0,50%, habitação cedeu 0,77% e transporte diminuiu 0,52%.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deflação da habitação foi influenciada principalmente pelas contas de energia elétrica, mais baratas em 5,52%, em função da substituição da bandeira tarifária vermelha, que implica cobrança extra, pela verde, sem custo para os consumidores.


Mesmo assim, as despesas com habitação foram pressionadas pelos aumentos das contas de condomínio (+1,14%) e taxas de água e esgoto (+2,16%).


Em transportes, se sobressaiu o decréscimo de 0,52% nos combustíveis, devido à redução dos preços da gasolina (-2,65%). As tarifas de ônibus interestaduais também tiveram influência, com queda de 1,94%.


No segmento alimentação e bebidas, a deflação foi puxada pelos alimentos para consumo em casa (-0,93%).


O setor artigos de residência também registrou baixa em junho, de 0,07%.


Os demais grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta, com destaque para saúde e cuidados pessoais (+0,46%), seguido das despesas pessoais (+0,33%), vestuário (+0,21%), comunicação (+0,09%) e educação (+0,08%).

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