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Bolsas de NY fecham sem direção única; Nasdaq sobe 0,38%

A combinação de uma forte queda acumulada nas últimas sessões e a chegada iminente da nova temporada de balanços tornou as ações de tecnologia atraentes demais para os investidores as ignorarem nesta segunda-feira. A demanda por papéis de gigantes do setor, como Apple, Amazon, Microsoft, Facebook e Google, sustentou os ganhos nas bolsas de Nova York.


Após ajustes, o Dow Jones fechou quase estável com recuo de 0,03% a 21.408,52 pontos. O S&P 500 teve alta de 0,09%, a 2.427,43 pontos. O Nasdaq avançou 0,38%, a 6.176,39 pontos.


Em junho, o setor de tecnologia enfrentou um período de realizações devido à forte valorização até maio e caiu 1,3% no mês passado. Conforme analistas, o deslize abriu um ponto de entrada. No ano, o grupo ainda lidera o desempenho nas bolsas de Nova York, com avanço acumulado 17% atéesta segunda-feira.


Segundo analistas, as expectativas de crescimento dos resultados trimestrais ao longo do ano são grandes para as empresas de hardware e software. David Kostin, estrategista chefe para ações nos EUA do Goldman Sachs, afirmou em nota que "as altas das margens das empresa de tecnologia da informação bateram o consenso no primeiro trimestre e nós estimamos que, para o ano de 2017, as margens do setor vão estabilizar em [crescimento de] 19,9%".


A temporada de balanços do segundo trimestre começa informalmente nesta sexta-feira, quando estão previstas as divulgações de resultados de três gigantes financeiros: J.P.Morgan, Citigroup e Wells Frago, todas antes da abertura dos mercados.


"No geral, a temporada de balanço será uma continuação do que vimos no primeiro trimestre", afirmou Art Hogan, estrategista chefe de mercados da Wunderlich Securities. Os lucros cresceram 15% na média das empresas que compõem o S&P 500 nos três primeiros meses do ano.


No S&P 500, o subíndice de tecnologia teve o maior ganho médio entre os 11 setores, de 0,85%, o que representou 44% dos ganhos do dia do indicador. Entre os destaque apareceram Apple, com 0,61% de alta, Microsoft, que avançou 0,75%, Facebook, com aumento de 1,36%, além da valorização de 1,08% da Alphabet, controladora do Google.


A varejista online Amazon saltou 1,81% diante da expectativa para o "Prime Day", que acontece na terça-feira, dia 11. O evento oferece produtos em liquidação em todo o site da empresa. A realização do dia de descontos, porém, impactou negativamente as ações de redes de lojas tradicionais, como WalMart, que caiu 2,83%, e Macy's, com recuo de 7,1%.


As cadeias de lojas também sentiram os efeitos dos dados de crédito ao consumidor em maio. O avanço de 5,8% na taxa anual significou o maior crescimento em sete meses. Porém, os cartões de crédito representaram o maior fator para essa expansão. As dívidas rotativas saltaram 8,7%, enquanto os financiamentos estudantis e de veículos subiram 4,7%.

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