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STJ nega liberdade a procurador preso na Lava-Jato

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta segunda-feira pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do procurador da República Ângelo Goulart Villela, preso há dois meses no âmbito da Operação Patmos, desdobramento da Lava-Jato.


Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber suborno de R$ 50 mil mensais da JBS em troca de informações privilegiadas da Operação Greenfield, na qual a empresa é uma das investigadas por fraudes em fundos de pensão.


Os advogados de Villela argumentaram ao STJ que houve "alteração do quadro fático e processual" em virtude de um novo posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) - o de revogar prisões preventivas de outros envolvidos, como o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-RJ) e a jornalista Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG).


A ministra Laurita Vaz, no entanto, entendeu que ainda estão presentes indícios que implicam o procurador nos crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça.


"É deprimente e lamentável o registro de que um procurador da República, que é pago pelos cofres públicos justamente para fiscalizar e buscar o cumprimento das leis, ao que tudo indica, tenha aceitado suborno para ajudar criminosos, atrapalhando uma complexa investigação criminal. A suposta ação delituosa extrapola todos os limites do que se considera ético e moral", escreveu, ao negar o habeas corpus.

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