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Ibovespa fica estável sem notícias políticas ou corporativas

A ausência de notícias políticas e corporativas fez com que o Ibovespa atravessasse todo o pregão com pequenos movimentos de alta e de baixa. Em um dia de aumento da procura por ativos de risco, o Ibovespa não se beneficiou do movimento, patinou e fechou com leve alta de 0,19% aos 65.338 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,4 bilhões, abaixo da média diária do ano, que é de R$ 6,1 bilhões. De acordo com operadores, depois de subir 5% na semana passada o índice voltou a oscilar ao redor dos 65 mil pontos e aguarda novas diretrizes para testar outros patamares.


As bolsas americanas, que funcionam como direcionadores dos demais mercados, tiveram comportamentos distintos e não contribuíram para colocar o Ibovespa no terreno positivo. O S&P 500 teve leve alta de 0,06%, o Dow Jones teve baixa de 0,25% e o Nasdaq teve leve alta de 0,47%. As bolsas dos Estados Unidos caíram com a notícia de que mais dois senadores republicanos se declararam contrários à aprovação do chamado "Trumpcare", o que significa que o governo não tem mais a maioria necessária para passar o projeto pelo Senado americano.


Entre os fatores que podem mexer com o Ibovespa estão o início da divulgação dos balanços do segundo trimestre - a Weg divulga os resultados amanhã antes da abertura dos mercados -, a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Fed, banco central americano, na quarta-feira da próxima semana. A divulgação dos resultados financeiros vai permitir verificar se há uma retomada do crescimento econômico.


As apostas do mercado financeiro são de que o Copom reduza os juros em um ponto percentual, para 9,25% ao ano, o que, em tese, favorece os investimentos em renda variável. "Uma redução além disso faria o Ibovespa se mexer para cima", diz um operador. Em relação à reunião do Fed a expectativa é de que não haja mudança na taxa de juros, que está entre 1% e 1,25% ao ano. Mas os investidores aguardam a divulgação do comunicado após a reunião para tentar obter detalhes sobre novos aumentos nos juros e a redução do seu balanço patrimonial do Fed.


No cenário político, as férias parlamentares esfriam as discussões no rumo do governo. Os investidores aguardam para o dia 2 de agosto a análise pelo plenário da Câmara dos Deputados da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. O presidente é acusado de corrupção passiva e a denúncia já foi rejeita pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.


Aqui, entre as ações mais negociadas os destaques de alta ficaram com os papéis da Suzano Papel e Celulose, que subiram 2,73%, as ações da Sabesp, com ganho de 2,55%, seguida pela Weg, com valorização de 2,19%.


As ações da Suzano subiram após o aumento de preço da celulose de fibra curta na Europa e na China. A tonelada para a Europa subiu US$ 1,62 para US$ 861,62 e na China subiu US$ 1,76 para US$ 631,68. Ontem, o Citi elevou o preço-alvo para a Sabesp de R$ 24 para R$ 42, com recomendação de compra. Hoje, as ações valiam R$ 14,32.


Os papéis da Vale fecharam em alta, com as ações PNA com ganho de 0,18% e as ações ordinárias em alta de 0,61%, depois de operarem em queda durante a manhã. O preço do minério de ferro subiu 3,04% em Qingdao, na China, para US$ 68,84 a tonelada.


As ações da Petrobras também inverteram o movimento de baixa em que operaram durante a manhã e fecharam em alta. Os papéis preferenciais subiram 0,39% e as ações ordinárias tiveram ganho de 1,12%. O preço dos contratos futuros de petróleo WTI com vencimento em agosto subiram 0,96% a US$ 46,46 o barril.

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