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Juros futuros fecham em queda, com expectativa de alívio fiscal

As taxas de juros voltaram a cair nesta quarta-feira. Uma medida de risco entre vértices mais longos e curtos renovou uma mínima em um mês, em meio a informações de que o governo anunciará elevação de impostos.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 recuava a 8,600% (8,645% no ajuste anterior).O DI janeiro/2019 cedia a 8,430% (8,510% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 baixava a 9,490% (9,580% no ajuste anterior).E o DI janeiro/2023 caía para 9,960% (10,060% no ajuste anterior).


O entendimento é que, com a inflação ameaçando romper o piso determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), um aumento de tributos não elevaria os preços a patamares que limitem novos cortes de juros pelo Banco Central. Além disso, a alta seria positiva do ponto de vista fiscal."Acho que o mercado pode até estar exagerando um pouco hoje nessa reação à chance de aumento de imposto. Mas isso reflete o estado de um mercado que quer ansiosamente qualquer notícia boa para o fiscal", diz o operador de renda fixa de uma corretora.


A diferença entre os DIs janeiro/2023 e janeiro/2019 recuou para 153 pontos-base, mínima desde 20 de junho (149 pontos).


Já os DIs mais correlacionados à política monetária foram influenciados nesta quarta-feira por novos dados indicando que o cenário para os preços garante amplo espaço para distensão monetária. A segunda prévia do IGP-M de julho caiu 0,71%, acelerando a deflação após marcar -0,61% na segunda prévia de junho. Amanhã o foco recairá sobre o IPCA-15 de julho, para o qual analistas esperam também taxa negativa.


Refletindo a convicção dos agentes em novos cortes da Selic, a diferença entre os DIs janeiro/2019 e janeiro/2018 caiu a -17 pontos-base. Mantido esse patamar até o fechamento, será a leitura mais baixa desde 16 de maio, quando a marca foi de -18 pontos. Quanto menor esse número, menos o mercado vê risco de o Banco Central precisar apertar a política monetária no ano que vem.


A inclinação já está abaixo dos -15 pontos do dia 17 de maio, última sessão antes do vazamento de áudios contra o presidente Temer gravados pelo empresário Joesley Batista, da JBS.


Hoje, o BNP Paribas passou a prever Selic mais baixa ao fim deste ano. O banco francês baixou de 8% para 7,5% sua estimativa para o juro básico até dezembro. Mas manteve em 7% o prognóstico para o final de 2018.

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