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Receio sobre meta fiscal pressiona contratos longos de juros futuros

As renovadas preocupações com a situação fiscal brasileira e a condução da política econômica fizeram pressão sobre os contratos mais longos no mercado de juros futuros. Mesmo suavizando o movimento no fim do pregão, as taxas terminaram o dia em alta.


A informação que incomodou o mercado veio do jornal "O Globo", o qual publicou que o governo discutiria uma revisão da meta fiscal de 2017, que prevê déficit primário de R$ 139 bilhões. Segundo a reportagem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considera que um aumento do déficit definido como meta seria "um golpe na credibilidade de política econômica".


As preocupações do lado fiscal crescem num momento em que o governo tem liberado mais recursos para emendas parlamentares, enquanto aumentou impostos. Dos R$ 4,1 bilhões em emendas neste ano, R$ 2,1 bilhões foram liberados apenas neste mês, de acordo com a ONG Contas Abertas.


"Se o governo afrouxa a meta fiscal, gera insatisfação na equipe econômica. Se não afrouxa, desagrada o Congresso, que vai votar a denúncia contra o presidente. Ou seja, nenhuma das opções é positiva", diz Paulo Celso Nepomuceno, estrategista da Coinvalores.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2023 avançava a 10,000% ao ano (9,960% no último ajuste). O DI janeiro/2021 subia a 9,490% (9,450% no ajuste anterior).


Entre as taxas mais curtas, a estabilidade preponderou, na véspera da decisão do Copom. O mercado segue posicionado para corte de 1 ponto percentual da Selic, que está hoje em 10,25% ao ano.


O DI janeiro/2019 mostrava 8,400%, mesma taxa do ajuste de ontem. Da mesma forma, o DI janeiro/2018 estava em 8,520%, também estável.

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