Dólar opera abaixo de R$ 3,15 e Bolsa tem queda, com foco em balanços

O ambiente externo volta a favorecer a queda do dólar nesta sexta-feira. A divisa americana opera em baixa, no nível de R$ 3,14, anulando a valorização acumulada durante a semana. Prevalece a leitura de que, por enquanto, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) ainda não teria os fundamentos econômicos suficientes para justificar um aperto monetário mais duro, beneficiando o fluxo para ativos emergentes. A instituição já indicou que deve iniciar a redução do seu balanço patrimonial "relativamente em breve", mas um novo aumento de juros neste ano ainda é colocado em dúvida.


Foi confirmada a expectativa de robusto crescimento da economia americana no segundo trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) do país teve expansão de 2,7% no período, bem próximo das expectativas de mercado. Por outro lado, o avanço da atividade ainda não parece estar se traduzindo nos preços. O índice de preços de gastos com consumo (PCE), medida favorita do Fed para inflação, registrou alta de 0,3% entre abril e junho, desacelerando ante o ganho de 2,2% no trimestre anterior.


Após o recesso parlamentar, que está chegando ao seu fim, oprincipal evento da cena política brasileira é a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.


Por volta das 13h30, o dólar comercial recuava 0,36%, a R$ 3,1436.


O contrato futuro para agosto marcava R$ 3,1440, em baixa de 0,35%.


Bolsa


Embora o Ibovespa tenha ficado toda a manhã sem apresentar grandes oscilações, as ações de companhias que divulgaram seus resultados entre ontem e hoje passaram por bastante movimentação.


Às 13h35, o Ibovespa cedia 0,11%, somando 65.208 pontos. Santander cedia 2,45%, no dia em que o banco apresentou seu balanço.


Entre as outras companhias que também divulgaram seus resultados,Usiminas subia 1,20%, Embraer perdia 0,44% e Estácio, que hoje teve teleconferência, aumentava 5,12%.


Juros


Os juros futuros de prazos mais curtos seguem calibrando apostas para a trajetória da Selic. Mesmo após o forte recuo no dia anterior, as taxas continuam a testar novas mínimas históricas na busca de algum prêmio remanescente nesse trecho. Os investidores trabalham hoje com novos sinais sobre os preços, como a queda do IGP-M.


Por volta das 13h40, o DI janeiro/2018 operava a 8,255% (8,280% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 cedia a 8,100% (8,140% no ajuste anterior).


Já o DI janeiro/2021 exibia 9,340% (9,350% no ajuste anterior).

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