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Déficit das contas externas fica abaixo do esperado em julho

O Brasil encerrou o mês de julho com um resultado negativo de US$ 3,404 bilhões em suas transações correntes, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central (BC). O valor foi menor que o déficit de US$ 5,6 bilhões estimado pela autoridade monetária para o período, mas é o primeiro resultado negativo após uma sequência de quatro superávits. Em julho de 2016, o déficit em conta corrente tinha somado US$ 2,5 bilhões.


A conta representa a diferença entre o que país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, serviços, rendas e transferências unilaterais.


De janeiro a julho, o déficit acumulado soma US$ 2,696 bilhões, abaixo do saldo defavorável de US$ 12,438 bilhões em igual período do ano passado. Esse é o melhor resultado para o intervalo desde 2007, último ano no qual o país registrou um superávit.


Nos 12 meses até julho, o déficit nas transações internacionais alcançou US$ 13,788 bilhões, o equivalente a 0,71% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária, recuando do 0,76% do PIB visto até junho. Em 2016, o déficit foi equivalente a 1,31% do PIB ( US$ 23,53 bilhões), o menor desde 2007.


A projeção do Banco Central para 2017 é de déficit em transações correntes de US$ 24 bilhões ou 1,19% do PIB.




Investimento direto




O Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 4,093 bilhões em julho, abaixo da estimativa do BC, que projetava ingresso de US$ 5 bilhões. Em julho de 2016, o IDP tinha somado apenas US$ 209 milhões. Para 2017, a estimativa da autoridade monetária é de ingresso de US$ 75 bilhões ou 3,71% do PIB.


No acumulado do ano, o IDP soma US$ 40,364 bilhões, contra US$ 34,047 bilhões em igual período de 2016. E nos 12 meses encerrados em julho o IDP totaliza US$ 84,499 bilhões, ou 4,37% do PIB, ampliação em comparação com os 4,21% do PIB vistos em junho. O montante é mais que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente nos 12 meses até julho.


Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas.


O investimento para participação no capital foi de US$ 2,6 bilhões no mês passado, somando US$ 30 737 bilhões no ano. E os lucros reinvestidos foram de US$ 329 milhões no mês.


Já os empréstimos intercompanhias responderam por US$ 1,493 bilhão em julho. No ano, as entradas são de US$ 9,627 bilhões.

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