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Dólar tem alta e retoma patamar de R$ 3,10

O dólar voltou a fechar em alta nesta segunda-feira, após sete sessões consecutivas de perdas. Com o ajuste alinhado ao exterior, a divisa americana retomou o nível de R$ 3,10. Ainda assim, os profissionais de mercado apontam que a tendência ainda é de queda ante o real. Isso porque os riscos geopolíticos têm diminuído em um ambiente de ampla liquidez, fornecida pelos principais bancos centrais do mundo. Por aqui, os desdobramentos do caso JBS, como a prisão do empresário Joesley Batista, instigam alguma esperança sobre a reforma da Previdência.


O dólar comercial terminou a sessão em alta de 0,30%, a R$ 3,1037. O movimento se alinhou ao avanço quase generalizado no exterior: numa lista de 33 divisas globais, apenas sete ganhavam terreno ante o papel do dólar.


Durante grande parte do dia, o real se manteve no bloco que conseguia se valorizar. Por aqui, a moeda americana chegou a cair até a mínima de R$ 3,0791 (-0,50%), menor nível intradia desde 21 de março quando tocou R$ 3,0603.


O sócio e gestor da Absolute Investimentos, Roberto Serra, destaca que nos preços começa a ser embutida "alguma chance" de aprovação da reforma da Previdência. "Antes estava em zero, agora tem alguma coisa. Ainda é pouco, mas já está lá", diz.


O sentimento marginalmente mais positivo se ampara em uma série de notícias positivas das últimas semanas, desde a aprovação de medidas econômicas, como a criação da TLP, até o risco menor vindo de uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB).


Para o sócio da Rosenberg Investimentos Marcos Mollica, há tempos não se havia uma "confluência de tantos fatores positivos como agora". O quadro sugere que há alguma chance de haver uma reforma da Previdência, ainda que numa versão um pouco diferente da inicial. "O mercado ainda está reticente com essa reforma, mas depois dos últimos acontecimentos ela passou a contar com alguma probabilidade", explica.


Do lado econômico, os recentes dados de inflação têm mostrado queda, sendo que as coletas diárias de preço sinalizam para deflação. Nesse contexto, o Comitê de Política Monetária (Copom) "contratou" ao menos mais um corte de 0,75 ponto e outro de 0,5 ponto da Selic. Ao mesmo tempo, há sinais de retomada "gradual, mas consistente" da atividade.


Já no exterior, o arrefecimento do furacão Irma melhora as condições para ativos de risco, o que sustenta o movimento positivo que se vê nos ativos domésticos.


Swap cambial


Em paralelo à tendência do dólar, o mercado aguarda a sinalização do Banco Central sobre sua atuação com swap cambial. No começo de outubro está previsto o vencimento de US$ 9,975 bilhões nesses ativos. Este é o maior lote mensal até agora em 2017. A partir de amanhã, a autoridade monetária terá 13 dias úteis para rolar - parte ou integralmente - os papéis. A alternativa é deixar vencer todo o lote.


No começo do ano, o Banco Central promoveu a rolagem parcial dos contratos que venceriam em março e abril. A estratégia foi alterada a partir do lote de maio, quando a autoridade monetária passou a postergar os prazos de todos os contratos. No estouro da crise política, em meados daquele mês, foi a vez de assumir uma posição extraordinária. Para prover proteção aos investidores, quando o nervosismo tomava os negócios, foram colocados US$ 10 bilhões em swap cambial no mês de maio - maior alocação desde agosto de 2013.


O estoque total de swap cambial do Banco Central hoje é de US$ 27,768 bilhões.

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