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Mercados têm dia calmo, de olho nos juros dos EUA; Ibovespa recua



Os mercados financeiros nacionais operam de olho na decisão do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) sobre a taxa de juros do país. Há amplo consenso de que os juros básicos serão mantidos num intervalo de 1,00% a 1,25%. Logo, as atenções se voltam para as novas projeções dos dirigentes e para os detalhes do programa de redução do balanço patrimonial da autoridade monetária dos EUA. Nesse cenário, dólar e juros futuros estão em queda, assim como o Ibovespa - que reflete um movimento de venda de ações para que os investidores embolsem lucros recentes.




Câmbio




O dólar opera em baixa desde o começo do dia, alinhado ao sinal da moeda no exterior. Durante a manhã, a divisa americana até passou por alguns ajustes, que a afastaram das mínimas ante o real. Ainda assim, os investidores globais parecem confiantes que o Federal Reserve não trará hoje grandes surpresas que possam reverter o cenário de ampla liquidez internacional.


Numa lista de 33 divisas globais, dez perdem terreno ante a moeda americana nesta manhã. Esse número foi crescendo ao longo da sessão. Os pares do real, por outro lado, lideram os melhores desempenhos diários. Primeiro vêm as divisas ligadas a commodities, caso do dólar da Nova Zelândia e da Austrália. Em seguida, estão as emergentes: peso mexicano, lira turca, rublo russo e rand sul-africano.


O real fica no meio da lista. Por volta das 13h, o dólar comercial recuava 0,56%, a R$ 3,1191.


Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, o mercado brasileiro não deve ter muita reação à decisão do Fed, que sai às 15h. "Não vejo risco de ter mudança abrupta no mercado de câmbio, que vem aproveitando o cenário de ampla liquidez no exterior", acrescenta.




Juros




Os juros futuros sinalizam nova descompressão de prêmio, beneficiados pela valorização de moedas emergentes.


É costumeiro ouvir de dirigentes do Banco Central, como seu presidente Ilan Goldfajn, que o cenário internacional é benigno para emergentes. Essa leitura, que passa pelo câmbio comportado, beneficia a aposta de queda da Selic.


Com isso, os juros futuros de curto prazo voltam a cair. O movimento se apoia na percepção de que a inflação baixa abre espaço para queda da taxa básica de juros.


Por volta das 13h, o DI janeiro/2018 cai a 7,580% (7,580% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 recua a 7,360% (7,390% no ajuste anterior).


Entre outros vencimentos, o DI janeiro/2021 a 8,820% (8,880% no ajuste anterior) enquanto o dólar comercial baixava 0,51%, a R$ 3,1206.


O Di janeiro/2023 marcava 9,460% (9,520% no ajuste anterior) e DI janeiro/2025 era negociado a 9,790% (9,850% no ajuste anterior)






Bolsa




O Ibovespa passou a ceder com um pouco mais de intensidade no início da tarde de hoje à realização de lucros de investidores que, antes da decisão de política monetária do Federal Reserve, às 15h, preferem embolsar ganhos recentes.


Operadores e analistas continuam unânimes, por outro lado, de que o ritmo de alta da bolsa ainda é o foco, diante de um mercado que trabalha com a leitura de que a economia segue em retomada.


Às 12h50, o Ibovespa operava em baixa de 0,63%, aos 75.496 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 2,9 bilhões.


Entre os ativos com maiores baixas e onde o movimento de ajuste é mais perceptível estão as units do Santander (-2,55%, a R$ 27,87), as ações do Bradesco (ON -2,06%, a R$ 34,19; PN -1,96%, a R$ 35,60) e Itaú Unibanco PN (-1,39%, a R$ 43,17).













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