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IBGE: "Falar que pior do mercado de trabalho passou é muito otimismo"

Apesar das cinco leituras consecutivas com queda da taxa de desemprego no país, o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, avalia que seria otimista afirmar que o pior momento do mercado de trabalho ficou para trás.


"Falar que o pior do mercado de trabalho já passou é muito otimista. Tem um cenário exógeno, que é a crise política, e que pode reverter todo esse processo de recuperação que temos observado desde o começo do ano", disse Azeredo.


O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE destacou, porém, uma série de indicadores melhores do mercado de trabalho. A taxa de desemprego (12,6%), por exemplo, não é a mais alta de toda a série histórica, ainda que seja a pior para o período.


"O termo o pior já passou vai depender da evolução do mercado e do que a Pnad Contínua vai mostrar pela frente. A divulgação da pesquisa do terceiro trimestre no próximo mês vai ser importante para termos esse ponto a ponto, os três trimestres fechados", disse.


Segundo Azeredo, embora o emprego informal tenha menos qualidade do que o com carteira assinada, seria a saída possível. "É melhor ter emprego reduzindo a desocupação do que não tê-lo, sejam pessoas vendendo quentinhas, como motorista de aplicativo", disse Azeredo.

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