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População que se declara preta cresce 15% em 4 anos, nota IBGE

O número de brasileiros que se declararam pretos aumentou 14,9%, para 16,825 milhões de pessoas, entre 2012 e 2016, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que divulga nesta sexta-feira as "Características gerais dos moradores 2012-2016", levantadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua.


De acordo com a pesquisa, o número de brasileiros que se declararam pardos (ou que foram declarados pardos pelo morador do domicílio entrevistado) também cresceu entre 2012 e 2016, em 6,6%, para 95,9 milhões de pessoas. Este é o maior grupo, representando 46,7% da população, condição assumida a partir de 2015.


O número de brasileiros que se declaram de cor branca, por sua vez, seguiu encolhendo: eram 90,9 milhões em 2016, 1,8% a menos do que em 2012. De 46,6% dos residentes no país em 2012, a população declarada branca representava 44,2% do total em 2016. Os declarados de cor preta eram 8,2%.


Segundo Maria Lucia Vieira, gerente da pesquisa, os dados indicam crescente miscigenação no Brasil. Existem basicamente três explicações possíveis, segundo ela: aumento da autoafirmação de pretos e pardos; crescimento do casamento entre raças; taxa de fecundidade maior entre pretos e pardos.


"A população de cor preta e parda está concentrada em regiões onde os rendimentos são mais baixos, como Norte e Nordeste. São também regiões onde a população é mais jovem. Então, esse crescimento pode também estar relacionado à questão da fecundidade dessa população", disse a gerente.


Além da maior miscigenação da população brasileira, os números reforçam a informação de que o país está ficando cada vez mais velho. O grupo das pessoas de 60 anos ou mais de idade representava 12,8% da população em 2012. Esse percentual cresceu para 14,4% em 2016. Ao mesmo tempo, a proporção de crianças de zero a nove anos na população encolheu de 14,1% para 12,9%.


De acordo com a pesquisa, o país tinha 205,5 milhões de pessoas em 2016, crescimento de 3,4% na comparação a 2012. A maioria da população estimada estava concentrada na região Sudeste (42%). Não houve alteração na distribuição de residentes por regiões entre 2012 e 2016 em termos percentuais. Do total de habitantes no país, 48,5% eram homens e 51,5% mulheres. Essa proporção também não sofreu alteração no período.

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