Em entrevista a jornal, Aécio se diz vítima de 'armadilha' em gravação

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que errou ao pedir R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, mas considera que foi vítima de "uma ação planejada com a participação de membros da Procuradoria-Geral da República".


Ele chegou a ser afastado do cargo, ficou em recolhimento domiciliar noturno e foi denunciado por por corrupção e obstrução da Justiça com base na delação do Grupo J&F.


Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", o senador diz que, no dia 24 de março, depois de uma reunião na Procuradoria-Geral da República em Brasília entre Joesley e Francisco de Assis, da J&F, o empresário vai a São Paulo e grava a conversa em que o dinheiro foi pedido. "Essa gravação foi feita após uma reunião em que o senhor Francisco de Assis afirma em seu depoimento que a gravação foi objeto de conversa dessa reunião na sede da PGR. Há um depoimento do advogado da JBS confirmando essa reunião. É óbvio que se deduz que ele saiu da conversa com procuradores com uma pauta", diz o senador que, embora reconheça ter pedido dinheiro diz não ter cometido crime.


Aécio reitera que será candidato à reeleição no Senado e nega ter sido recebido com hostilidade na convenção do PSDB na semana passada. "Pelo contrário. Eu fui recebido de forma entusiasmada por centenas de militantes do partido. Se existiram insatisfações, não cheguei a ouvi-las".


Na entrevista, o senador declara ainda que não "torce" pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende o fim do foro privilegiado e diz ter retomado relações com o apresentador Luciano Huck.

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