Confiança da indústria registra maior nível desde janeiro de 2014

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,3 ponto em dezembro, atingindo 99,6 pontos, a maior marca desde janeiro de 2014 (100,1 pontos), informou aFundação Getulio Vargas(FGV)nesta quinta-feira. Após seis altas consecutivas, o indicador encerra o ano 14,9 pontos acima do mesmo mês do calendário anterior.


A alta da confiança industrial alcançou 11 dos 19 segmentos industriais em dezembro de 2017, informou a FGV. O Índice de Expectativas (IE) avançou 1,4 ponto, para 100,8 pontos, o maior desde junho de 2013 (105,1). Por sua vez, o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 1,3 ponto, para 98,5 pontos, o maior desde fevereiro de 2014 (99,5).


A melhora na percepção sobre os negócios foi o principal fator a contribuir para a alta do ISA em dezembro. O indicador de situação atual dos negócios teve elevação de 3,4 pontos, para 95,2 pontos pontos - o maior desde abril de 2014 (98,0).


Embora a parcela de empresas que avaliam a situação como boa tenha caído de 15,8% para 14,8% do total, a proporção daquelas que a consideram ruim caiu em maior proporção, de 25,2% para 20,2% do total.


O indicador de expectativas com a evolução dos negócios nos seis meses seguintes teve alta de 5,4 pontos, alcançando 103,1 pontos - o maior desde junho de 2013 (105,3), sendo a principal contribuição para o aumento do IE no mês.


Segundo a FGV, houve crescimento da proporção de empresas prevendo melhora nos negócios, de 42,7% para 45,7% do total, e diminuição da parcela das que esperam piora nos negócios, de 14,8% para 9% do total.


O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou 0,3 ponto percentual entre novembro e dezembro, ficando em 74,5%, o maior desde julho deste ano. Na métrica trimestral, o Nuci avança 0,1 ponto no quarto trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 74,3%.


"O resultado de dezembro traz boas notícias. A indústria percebe melhora no ambiente de negócios e acredita na manutenção dessa trajetória favorável nos próximos meses", diz Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), responsável pelo indicador na FGV. "Ao passar de 100 pontos, o Índice de Expectativas retrata otimismo quanto ao futuro próximo - pela primeira vez desde setembro de 2013, há prevalência de respostas otimistas na pesquisa, o que reforça a perspectiva do setor de continuidade da recuperação da confiança em 2018."


A FGV coletou informações de 1.101 empresas entre os dias 1º e 22 de dezembro.

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