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Juros futuros de curto prazo sobem com mercado mais defensivo

As taxas de juros de prazos curtos e intermediários subiram nesta quinta-feira (18), com investidores mostrando ansiedade a menos de uma semana do julgamento que pode impedir a candidatura do ex-presidente Lula às eleições deste ano.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2021 - um dos vencimentos em que o mercado mais tem apostado - tinha alta para 8,940% ao ano (8,91% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 avançava a 8,080% (8,06% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2019 subia a 6,920% (6,905% no ajuste anterior).


Embora investidores trabalhem com a condenação do presidente em segunda instância, com placar unânime, a aproximação do julgamento eleva a apreensão com as possíveis reações dos preços a cenários não contemplados - como os que permitem ao petista concorrer à Presidência.


As compras de taxa ainda são moderadas, mas indicam que o mercado, hoje, prefere evitar novas posições vendidas em juros à espera do julgamento, previsto para a próxima quarta-feira, dia 24.


O noticiário em torno da reforma da Previdência também serve de argumento para cautela. Recentes declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que dificilmente a reforma será votada em fevereiro, e a leitura de que o presidente Temer perdeu força para negociar apoio ao projeto após delegar à própria Caixa Econômica Federal a indicação de seus vice-presidentes compõem um quadro negativo para as chances de aprovação da reforma previdenciária no próximo mês.

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