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Dólar cai e Ibovespa sobe no início do dia do julgamento de Lula

Os mercados financeiros nacionais operam com tranquilidade na manhã desta quarta-feira, dia em que ocorre o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra sua condenação no caso do tríplex do Guarujá, evento político mais esperado deste começo de ano.


Nos primeiros negócios desta quarta-feira, o dólar opera em queda e os juros futuros oscilam perto da estabilidade. O Ibovespa sobe mais de 1%, sem nenhuma ação em queda às 10h10.


O julgamento pelos três desembargadores que compõem a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) começou às 8h30. Os magistrados definem a situação jurídica do petista, sentenciado em 12 de julho de 2017 a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz federal Sergio Moro.


A relativa calmaria dos primeiros negócios sinaliza a prontidão prévia dos investidores, que já vinham se preparando nos últimos dias. Uma postura mais defensiva foi intensificada até ontem, deixando o mercado "mais leve", isto é, com menos exposição enquanto se espera da decisão do TRF-4. Desta forma, os ativos acabam recebendo uma influência maior do sinal do exterior.


Por volta das 10h10, o dólar comercial caía 0,69%, a R$ 3,2146, num dia de forte queda da moeda americana no exterior. Há pouco, todas as 33 divisas globais ganhavam terreno. O destaque era o dólar da Austrália enquanto o real, ao lado do peso mexicano, ficava entre 10 desempenhos menos positivos.


Os juros futuros oscilam perto da estabilidade, sem definir uma trajetória clara. O DI janeiro/2021 é negociado a 8,980%, ante 8,990% no ajuste anterior. Entre vencimentos mais longos, o DI janeiro/2023 é negociado a 9,780% e o DI janeiro/2025, a 10,180%, sem grandes variações ante os respectivos valores de ajuste.


O principal índice da bolsa brasileira subia 1,11%, aos 81.576 pontos, impulsionado pelo ambiente externo ainda favorável ao risco, com valorização das commodities, e pelo fato de o Ibovespa já ter passado por uma correção ontem (o indicador recuou 1,22% para 80.678 pontos, numa sessão em que o volume financeiro atingiu R$ 9,3 bilhões).


Os participantes do mercado trabalham, em geral, com a expectativa de que Lula será condenado. A decisão por unanimidade no TRF-4 estaria incluída em boa parte dos cenários de mercado. A leitura é de que, caso confirmada, pode trazer um ganho adicional para os ativos porque diminuiriam as chances de o petista ser candidato à Presidência. A avaliação dos agentes financeiros é de que o petista tenderia a fazer um governo que não daria prioridade às reformas defendidas pelo mercado como necessárias para a atração de investimentos ao país e ao crescimento econômico.


A frustração com o resultado, entretanto, é o que provocaria o impacto mais forte. Um placar dividido, embora ainda contrário a Lula, pode provocar uma forte correção dos ativos e a devolução de parte da melhora dos preços observada neste ano. Já a absolvição do ex-presidente, principalmente no caso de decisão unânime, é considerada o risco com impacto mais acentuado.





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