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Ibovespa cai aos 80 mil pontos, mas tem ritmo melhor que Nova York

09/02/2018 19h50

O Ibovespa chega à pausa do Carnaval em queda, mais uma vez pautado pelo exterior. Numa semana marcada pela instabilidade global, no entanto, o índice mostrou força em relação à Nova York, onde as bolsas sofreram com perdas mais robustas.

No fechamento desta sexta-feira (9), o Ibovespa caiu 0,78%, aos 80.899 pontos, depois de variar mais de dois mil pontos entre a máxima dos 81.897 pontos e a mínima nos 79.690 pontos. O volume financeiro foi de R$ 10,2 bilhões, acima do volume médio mensal, de R$ 10,1 bilhões, e do giro médio do ano até hoje, de R$ 8,4 bilhões.

Mesmo com a queda, porém, operadores ainda reforçam como a bolsa brasileira apresenta força ante a magnitude da correção no exterior. Enquanto Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones têm cerca de 6% de perdas na semana, o Ibovespa cedeu 3,74% no intervalo. No mês, o índice já perdeu 4,73%, mas, no ano, ainda tem ganho de 5,89%.

Neste momento em que a palavra da vez é volatilidade, o mercado acionário brasileiro se dividiu entre os investidores que preferem se proteger e reduzir exposição antes do feriado e aqueles de olho nas oportunidades de compra que cada vez mais se formam no mercado após quedas. A bolsa brasileira ficará fechada na segunda (12) e na terça (13) e volta somente na quarta (14), a partir das 13h.

"O investidor volta a adotar um tom mais cuidadoso, porque ficar dois dias com posição montada sem pregão aqui, enquanto os [mercados nos] Estados Unidos operam, é arriscado, especialmente depois do crescimento da volatilidade nos últimos dias", afirma um operador.

A correção por aqui e no mundo assusta, mas não fez com que analistas mudassem de ideia sobre a tendência do mercado local. A recuperação da atividade econômica, combinada com a queda dos juros e inflação controlada, deve garantir ganhos para as empresas este ano, mesmo que a realização de lucros no curto prazo force a bolsa a um nível abaixo dos 80 mil pontos.

"O mercado brasileiro ainda tem se mostrado forte e devolve parte da alta aguda de janeiro, mas a uma velocidade até menor do que Nova York", afirma Rodrigo Menon, sócio da gestora Arbitral. "Não mudou, portanto, a nossa percepção. O mercado ainda é construtivo e boas oportunidades vão surgindo nesses contextos."

Destaques da sessão

Na abertura por ativos, a Petrobras PN caiu 1,47% e, a ON, 1,28%. No setor bancário, outro de grande peso, o Itaú Unibanco PN subiu 0,26%, enquanto a Vale ON, no mesmo sentido, subiu 0,99%, o que ajudou a aliviar as baixas.

No entanto, o tombo da semana levou a maior parte dos ativos a acumular perdas na semana. Somente sete ações subiram no intervalo, com destaque para a Eletrobras. Hoje, as ONs (-2,40%) e PNBs (-2,62%) da empresa seguiram os ajustes do mercado, mas, de olho no avanço de temas importantes para a privatização, acumularam ganhos de 6,72% e 8,26% em sete dias, respectivamente.

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