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Crise de abastecimento afeta 11 aeroportos e aéreas cancelam 66 voos

25/05/2018 09h30

(Atualizada às 16h47)A crise de abastecimento de combustível, provocada pela greve dos caminhoneiros que bloqueiam estradas em todos os Estados do país, inclusive no Distrito Federal, afeta 11 aeroportos, incluindo Brasília, e provovou o cancelamento de 60 voos, nesta sexta-feira (25), quinto dia de paralisação da categoria.

As reservas de querosene de aviação (QAV) do aeroporto de Brasília se esgotaram na manhã desta sexta-feira (25), avisou aInframérica, concessionária do terminal.A empresa disse que aviões que pousarem no aeroporto e que necessitem de abastecimento ficarão em solo até o fornecimento ser normalizado.

"É fundamental a liberação dos caminhões bloqueados no protesto de motoristas para regularizar o atendimento e as operações no aeródromo", afirma a Inframérica em nota.

Segundo a empresa, nos últimos dias apenas dez caminhões chegaram ao aeroporto ? e todos sob escolta policial. Diariamente, o terminal recebe uma média de 20 destes veículos.

Até as 11 horas, o aeroporto fez 141 movimentos aéreos. Desses, 8 tiveram atraso. Houve o cancelamento de pelo menos nove voos que pousariam ou partiriam do terminal.

Depois de quatro dias, este é o primeiro cancelamento decorrente da restrição na oferta de combustível no Aeroporto de Brasília. "O que demonstra que as medidas de contingenciamento tomadas pela Inframerica em conjunto com as companhias aéreas retardaram os impactos operacionais", diz a empresa.

A Inframerica orienta os passageiros que, antes de seguir para o aeroporto, busquem informações com a as companhias aéreas. As equipes de atendimento da concessionária foram reforçadas para atender aos usuários.

"Apesar do agravamento da situação, ainda não há previsão de regularização do estoque de combustível. A concessionária aguarda a liberação dos caminhões", diz a Inframerica, que segue atualizando em tempo real as informações sobre a situação no site da empresa e na sua conta no Twitter.

A Inframérica, que também é concessionária do aeroporto de Natal, disse que há reservas no terminal da capital do Rio Grande do Norte e que há normalidade no trânsito de passageiros para chegar ou sair do aeroporto.

No Ceará, aFraport, operadora do aeroporto de Fortaleza, disse que o terminal pode ficar sem combustível ainda hoje se o reabastecimento dos tanques não voltar a ocorrer até a noite.

A empresa disse que está operando com os níveis de reserva de combustíveis.

"É possível que, a partir de hoje (dia 25 de maio) a noite, haja impactos em nossa operação. Ainda não temos previsão de quantos voos poderão ser impactados. Orientamos os passageiros para entrar em contato com as companhias aéreas e confirmar o seu voo", disse a Fraport por nota.

Segundo a empresa, devido à greve dos caminhoneiros no Brasil, os fornecedores de combustível previstos não estão conseguindo chegar ao Fortaleza Airport.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os aeroportos de Guarulhos,do Galeãoe do Santos Dumont operam sem restrições por causa de combustível.Em Vitória (ES) a situação está normalizada, pois o aeroporto recebeu combustível hoje.

Infraero

Dez aeroportos administrados pela Infraero estão sem combustível nesta sexta: Carajás (PA), São José dos Campos (SP, Uberlândia (MG), Ilheus (BA), Palmas (TO), Recife (PE), Maceió (AL), Goiânia (GO), Juazeiro do Norte (CE) e Vitória (ES).

Outros seis aeroportos ainda têm combustível para operar ao longo do dia: João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Curitiba (PR), Joinville (SC), Campina Grande (PB) e Imperatriz (MA).

Aéreas

As quatro companhias aéreas brasileiras já cancelaram, hoje, 66 voos por causa da paralisação.

A Latam cancelou 30 voos, a Azul, outros 33, enquanto a Gol teve dois cancelamentos e, a Avianca, uma decolagem.

A diferença entre os números de voos cancelados tem relação com a malha e com os hubs ? terminais de conexão ? de cada companhia aérea.

A Latam, por exemplo, tem em Brasília um dos dois principais hubs domésticos da companhia ? o outro é em Guarulhos (SP).

Já a Azul tem operações em 100 aeroportos, nos quais opera com uma frota de aeronaves menores, como os jatos Embraer e os turboélices ATR. A companhia acaba sendo afetada pela falta de combustível em terminais de cidades secundárias.

Latam, Azul, Gol e Avianca informaram que, para minimizar impactos, estão permitindo aos clientes dos destinos afetados pela greve alterações nos voos sem a cobrança de taxa de remarcação ou de diferenças tarifárias da passagem para nova data, sem multas, de acordo com a disponibilidade.