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Juros futuros se ajustam em baixa, mas cautela persiste com incertezas

29/05/2018 10h51

A escalada dos juros futuros faz uma pausa na manhã desta terça-feira. As taxas se ajustam em leve baixa, revertendo o avanço da abertura. Operadores e analistas apontam, entretanto, que o momento ainda é de bastante cautela já que hoje o sinal é negativo no exterior e a greve dos caminhoneiros entra no seu nono dia.

A trégua é observada até nas taxas mais longas, que têm subido nos últimos dias numa clara demonstração da piora da percepção de risco no Brasil. Depois de bater 11,430% na máxima do dia, o DI janeiro de 2027 marcava 11,300% às 10h47, ante 11,310% no ajuste anterior.

Ontem, em evento no Rio de Janeiro, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho, ouviu preocupações de analistas sobre o quadro econômico. De acordo com relatos, os especialistas se mostraram bem preocupados com o efeito da greve no PIB e no aumento da chance de um candidato populista vencer as eleições. Por outro lado, não houve grande alarde com o repasse cambial para a inflação, pelo menos por enquanto, o que ainda inibe apostas de um aperto monetário antecipado no Brasil.

Sinais da piora da percepção de riscos também ficam evidentes no mercado de títulos públicos. Ontem, o juro real da NTN-B para 2055 subiu para 5,60%, maior nível desde que bateu 5,61% em 28 de junho de 2017, de acordo com dados da Anbima.

Para tentar apaziguar os ânimos no mercado, o Tesouro Nacional deve fazer a segunda operação de compra, ou compra e venda, de NTN-F. As condições das ofertas serão divulgadas no dia de sua realização no site do Tesouro Nacional. Ontem, a instituição se dispôs a comprar até 1 milhão de NTN-F, distribuídos em três vencimentos. O total de títulos recomprados ficou em 28,25%.

Conforme anunciado na última sexta-feira, o objetivo da atuação é fornecer suporte ao mercado de títulos públicos garantindo bom funcionamento desse e de outros mercados correlatos.

Às 10h48, DI janeiro/2019 cedia para 6,715% (6,755% no ajuste anterior); oDI janeiro/2020 recuava a 7,630% (7,710% no ajuste anterior); e oDI janeiro/2021 declinava a 8,750% (8,830% no ajuste anterior) e oDI janeiro/2023 baixava a 10,320% (10,380% no ajuste anterior). ODI janeiro/2025 operava a 10,950% (10,990% no ajuste anterior).

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