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Ibovespa tem em maio pior desempenho em quatro anos

30/05/2018 17h57

A bolsa terminou maio com o pior desempenho em quatro anos, embora tenha conseguido hoje uma pontual recuperação, depois que fundos posicionados em Brasil aproveitaram as quedas recentes para voltar a comprar.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,90%, aos 76.754 pontos. A recuperação dos bancos, com destaque para o Banco do Brasil (+6,52%), foi o motivo principal para os ganhos de hoje. Na máxima do dia, o índice chegou a tocar os 77.097 pontos.

No mês, o Ibovespa acumulou queda de 10,87%. É a maior perda mensal desde setembro de 2014, quando a baixa foi de 11,7%, e o pior maio desde 2012, quando a bolsa caiu 11,86%.

O giro financeiro hoje foi de R$ 17,6 bilhões. No mês, a média diária negociada foi muito forte, de R$ 11,4 bilhões. Isso significa que o volume de hoje foi superior ao mês e também à média diário do ano, de R$ 9 bilhões.

E a Petrobras foi o grande catalisador de todo o aumento de liquidez no mercado. No começo do mês, a empresa contou com notícias positivas, como a divulgação do balanço do primeiro trimestre. O estouro da greve dos caminhoneiros, porém, colocou a empresa sobre grande pressão nos últimos pregões, e a onda compradora que colocou a companhia nas maiores altas deu lugar a uma onda vendedora que levou os papéis a perderem muito no mês.

Em dia instável, a Petrobras ON caiu 0,22%, enquanto a Petrobras PN cedeu 1,66%. No mês, a ON caiu 9,90% e a PN, 17,06%. No ano, porém, os dois ativos ainda sobem: a ON avança 31,42% e a PN, 18,09%.

"Estamos na virada de mês e amanhã é feriado, então é natural que fundos tentem um ajuste nas carteiras com a baixa de maio", afirma Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor. "Fundos entram comprando pra um ter um ajuste mais positivo, enquanto operações de 'day trade' [que são encerradas em um mesmo dia] acabam temperando as oscilações."

Operadores destacam, porém, que a alta de hoje não anula a "ressaca" causada pelos efeitos da greve dos caminhoneiros sobre a economia. "A Petrobras foi praticamente o destaque de maio, e a situação dela ainda é indefinida. Isso vai continuar pautando a decisão de investimento", afirma Santos.

Sobre Banco do Brasil, especificamente, o operador destaca que a alta de agora se deve a uma redução da pressão sobre os papéis com a conclusão da venda de ações que estavam sob poder do Fundo Soberano.

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