ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Desemprego atinge 17,4% em maio na região metropolitana de São Paulo

27/06/2018 10h25

A taxa de desemprego total na região metropolitana de São Paulo permaneceu relativamente estável em maio, ao passar de 17,5% em abril para 17,4%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, divulgada nesta quarta-feira. A taxa de desemprego aberto passou de 14,5% para 14,4% e a de desemprego oculto não variou, permanecendo em 3%.

O contingente de desempregados foi estimado em 1,914 milhão de pessoas, 29 mil a menos do que no mês anterior. Esse resultado decorreu da redução da População Economicamente Ativa (102 mil pessoas saíram da força de trabalho da região, -0,9%) em número superior ao decréscimo do nível de ocupação (eliminação de 73 mil postos de trabalho, ou -0,8%), informaram Seade e Dieese.

O nível de ocupação diminuiu 0,8% e o contingente de ocupados foi estimado em 9,086 milhões de pessoas.

Segundo posição na ocupação, houve decréscimo do número de assalariados (-0,8%), em decorrência de redução do emprego no setor privado (-1,0%), uma vez que se manteve estável no setor público. Na área privada, diminuiu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (-1,5%) e aumentou o sem carteira (3,3%). Reduziu-se o contingente de autônomos (-3,0%) e cresceu o de empregados domésticos (2,0%) e o daqueles classificados nas demais posições (2,2%).

Entre março e abril, decresceram os rendimentos médios reais de ocupados (-1,2%) e assalariados (-2,0%), passando a equivaler a R$ 2.077 e R$ 2.136, respectivamente, diz a pesquisa. Entre os assalariados do setor privado, reduziram-se os rendimentos nos segmentos Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-6,2%), na Indústria de Transformação (-4,0%) e nos Serviços (-1,4%). Também decresceu o rendimento dos assalariados com carteira de trabalho assinada (-4,1%) e aumentou o dos sem carteira (1,4%). Cresceram os rendimentos dos empregados no setor público (8,3%) e não variou o dos trabalhadores autônomos, informa a sondagem.

Mais Economia