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Dólar ganha força, sobe mais de 1% e bate R$ 3,86

27/06/2018 12h37

(Atualizada às 13h43) O dólar ganha força na sessão desta quarta-feira e já salta ao nível de R$ 3,86. A alta global da divisa americana já seria um pano de fundo intenso o suficiente para uma piora do ambiente local. Operadores comentam, entretanto, que o movimento se intensifica por operações especulativas e sinais de fluxo de saída de capital.

Além disso, por causa do jogo do Brasil na Copa do Mundo, a perspectiva é de liquidez mais restrita, o que deixa o vaivém ainda forte, pelo menos até o início da tarde. Não se descarta que o Banco Central volte a atuar no mercado com oferta líquida de contratos de swap cambial. Por outro lado, essa não é uma expectativa firme já que - além da perspectiva de liquidez reduzida hoje - o mercado, aos poucos, dá sinais de um pouco mais normalidade.

Numa lista de 33 moedas, apenas o peso filipino escapa do fortalecimento da divisa americana hoje. O real, por outro lado, tem o segundo pior desempenho do dia.

"Temos fatores adicionais que fazem a nossa moeda ter desempenho pior que os pares: quadro eleitoral ainda é bastante incerto", destaca o profissional de tesouraria de um banco doméstico. Amanhã, por exemplo, será divulgada uma pesquisa Ibope de intenção de votos para presidência da República, que foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mais cedo, o Banco Central vendeu o total de US$ 2,425 bilhões em dois leilões de dólar com compromisso de recompra. Com isso, apesar da alta do dólar hoje, o cupom cambial (juro em dólar no Brasil) tem forte queda.

Para um profissional de mercado, a atuação do BC parece ter um intuito "preventivo" contra um estresse ainda maior do cupom. Nessa época do ano, de virada de trimestre e semestre, costuma ocorrer o envio de capital para o exterior. Isso já seria suficiente para afetar a liquidez no mercado. Já um cupom ainda mais elevado poderia ser um obstáculo ainda maior para essas operações comerciais.

Por volta das 13h42, o dólar comercial subia 1,71%, a R$ 3,8608.

O contrato futuro para julho, por sua vez, avançava 1,68%, a R$ 3,8630.

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