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Aéreas já cancelaram 29% dos voos no mundo e devem faturar 44% a menos

18.mar.2020 - Aeroporto internacional de Guarulhos - ROOSEVELT CASSIO/REUTERS
18.mar.2020 - Aeroporto internacional de Guarulhos Imagem: ROOSEVELT CASSIO/REUTERS

Vinícius Casagrande

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/03/2020 04h00

O avanço da pandemia de coronavírus por diversos países já fez com que a oferta de voos em todo o mundo tivesse queda de 28,7%. Os dados da consultoria OAG são referentes aos voos da última segunda-feira (23) em comparação com a mesma semana de março do ano passado.

Nesta semana, a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) aumentou a previsão dos prejuízos causados com os cancelamentos de voos por conta da pandemia. A Iata prevê uma queda no faturamento das companhias aéreas de US$ 252 bilhões, o que representa 44% em relação ao ano passado.

"Este é um cenário em que as severas restrições de viagem durem até três meses, seguidas de uma recuperação econômica gradual no final deste ano", disse a associação em comunicado. O diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac, afirmou que as companhias aéreas precisam de US$ 200 bilhões para evitar uma falência generalizada no setor.

Semana é a pior desde o início da crise

A consultoria OAG vem acompanhando as mudanças na oferta de voos causadas pela crise do coronavírus desde o início do ano. A queda atingiu seu pior patamar nesta semana com a redução de 28,7% dos voos.

Em janeiro, o setor apresentava crescimento. O agravamento da crise na China fez com que a curva se invertesse em fevereiro. No mês passado, a queda na oferta global de voo girou em torno de 10%. A China liderava a baixa de voos em todo o mundo, chegando a atingir 70,8% de queda na oferta de voos.

Enquanto o mercado chinês se recupera - atualmente a queda é de 37,5% -, a situação na Europa piorou com a decisão de diversos países de fechar suas fronteiras e queda global de voos praticamente triplicou. Em alguns países, a situação é ainda pior.

Na Alemanha, por exemplo, a queda do número de voos saltou de 30,2% na semana passada para 71,9% nesta semana. A Espanha, que registrava uma baixa de 13,7% há uma semana, já tem uma queda de 74,3% em relação ao total de voos na mesma semana do ano passado. Na Itália, país mais afetado pela pandemia, a baixa já chega a 88%.

Queda global deve aumentar

A redução global do número de voos pode ser ainda maior nas próximas semanas. Com o maior mercado de aviação do mundo, as companhias aéreas norte-americanas devem aumentar a taxa de cancelamentos nos próximos dias.

"Comparado a outros grandes mercados, o dos EUA tem sido mais lento para reduzir os voos programados", afirmou o relatório da OAG. Até a última segunda-feira, os Estados Unidos registravam uma queda de 4,8% dos voos.

Demanda doméstica no Brasil cai 75%

A OAG não tem dados específicos sobre o mercado brasileiro. Na última segunda-feira, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirmou que nesta semana as companhias aéreas Gol, Latam, Map e Voepass (antiga Passaredo) registram queda de 75% na demanda por voos domésticos e redução de 95% no mercado internacional, em relação a igual período de 2019.

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