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Material escolar vai pesar no seu bolso? Veja 8 dicas para economizar

Thâmara Kaoru

Colaboração para o UOL, em São Paulo

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Quem tem filho já sabe que o começo de ano é sinônimo de preocupação em quanto vai gastar com a lista de material escolar. São lápis, cadernos, mochila, livros e, com isso, a conta no final do mês só aumenta.

A boa notícia é que dá para economizar de 30% a 50% do valor da lista original com pesquisa, planejamento e reaproveitamento, afirma o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira. Veja oito dicas dele e do Procon-SP:

1. Reaproveitamento de material

Uma das maneiras de reduzir as despesas é comparar a lista fornecida pela escola com o material que já existe dentro da própria casa. "Um caderno pela metade, um estojo ou uma mochila. Dá para reaproveitar e reciclar", disse Domingos. Para ele, é possível até estimular as crianças a participar do processo de rever o que já possuem. "Dá para brincar de caçar material escolar com os filhos", diz.

Os pais podem reaproveitar livros didáticos do filho mais velho para o mais novo ou até negociar a troca de livros com pais que possuem filhos em idade escolar diferente. Reuniões na escola ou grupos de pais podem ser o caminho para fazer essa troca.

2. Pesquisa de preço

Outro fator indispensável para quem quer economizar é a pesquisa de preço. Segundo Domingos, os pais podem buscar os itens na internet e depois ir às lojas para verificar se encontram valores mais atrativos. Dá para ir em papelarias, depósitos e lojas de departamento, por exemplo. 

Quem vai aos estabelecimentos também tem a chance de negociar o valor das compras. Algumas lojas podem oferecer descontos nos pagamentos à vista. Se for parcelar, o especialista alerta para analisar se a quantia vai pesar no orçamento familiar nos próximos meses.

O Procon-SP orienta ainda os pais a guardarem todo o material publicitário, pois além de ajudar na análise dos preços, a publicidade faz parte do contrato e deve ser cumprida, de acordo com o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

3. Compra dividida

Para o Procon-SP, algumas lojas dão descontos para as compras feitas em grandes quantidades. A dica, portanto, é tentar reunir um grupo de pais, com a lista de material parecida, e procurar esses estabelecimentos.

4. Lista de material

Antes de sair para as compras, faça uma lista do que precisa adquirir para não se perder e acabar comprando por impulso aquilo que a criança não vai utilizar na escola ou já tem. Esses gastos, que parecem pequenos na hora, acabam aumentando o valor final da compra.

5. Antecedência

"É fundamental ir às compras com antecedência para não precisar ser obrigado a pagar mais caro de última hora", afirma Domingos. Outra dica do especialista é buscar os produtos com calma para ter tempo de pesquisar em lugares diferentes.

6. Marcas e personagens

Em geral, os produtos com personagens, logotipos e acessórios licenciados são mais caros, alerta o Procon-SP. Por isso quem quer economizar deve evitar esse tipo de material. Domingos afirma que é possível até combinar uma troca com a criança, dizendo que ela pode ganhar um presente que deseja no futuro, quando as contas não estiverem tão apertadas, se optar por um material mais simples agora.

7. O barato pode sair caro

O Procon-SP orienta os pais a evitarem comprar material escolar no comércio informal, como em vendedores ambulantes. Apesar de ser mais em conta em alguns casos, eles não emitem nota fiscal, o que pode dificultar a troca ou a solução de algum problema com a compra no futuro.

Além disso, não é possível saber a procedência desses produtos, o que pode colocar a criança em risco.

8. Lista não pode ter papel higiênico

De acordo com uma lei de 2013, não pode entrar na lista da escola materiais de uso coletivo, como produtos de higiene e limpeza (papel higiênico, por exemplo). Para o Procon-SP, também não devem constar taxas para pagar despesas com água, luz e telefone, por exemplo.

É considerada abusiva a cobrança de tarifas de material sem a apresentação da lista completa.  A escola é obrigada a informar quais os itens devem ser comprados pelos pais. Também não podem ser impostas taxas de impressão e xerox. Estes serviços são de responsabilidade do colégio, e os consumidores já pagam por eles nas mensalidades, informou o órgão.

O Procon-SP explica ainda que a escola não pode exigir que os pais adquiram o material no próprio estabelecimento, nem determinar marcas e locais de compra. A opção entre comprar os produtos solicitados ou pagar pelo pacote oferecido pela instituição de ensino é sempre do consumidor.

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