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Carla Araújo


Auxiliares pedem calma ao presidente na escolha do novo ministro da Saúde

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília -
Presidente Jair Bolsonaro em Brasília
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

18/05/2020 14h27Atualizada em 18/05/2020 15h05

Enquanto o país vê o número de vítimas da Covid-19 aumentar diariamente, o Ministério da Saúde segue interinamente sob o comando do general Eduardo Pazuello, desde que Nelson Teich pediu demissão na última sexta-feira.

Segundo auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, diversos nomes começaram a aparecer - principalmente nas redes sociais - mas a ideia é fazer uma escolha "com calma".

"Estão aparecendo vários candidatos pelas mídias sociais. Nada definido. Será estudado com calma", disse um assessor direto do presidente.

Apesar de auxiliares verem com bons olhos a atuação de Pazuello neste último mês como número dois no ministério, a inexperiência do general na Saúde e seu foco mais operacional fazem com que ele não seja considerado - pelo menos no momento - para assumir de vez a pasta.

À coluna, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, já havia informado que ele permaneceria interinamente.

Hoje, auxiliares do presidente disseram que "ele não fica". "É ele somente até a definição de um novo nome", afirmou.

Em discurso diante da Assembleia Geral da Saúde, organizada pela OMS nesta segunda-feira, Pazuello afirmou à comunidade internacional que o governo de Jair Bolsonaro atua em "diálogo" com o restante das esferas de poder e omitiu divergências do presidente com governadores.

Cotados

Nesta segunda-feira ganhou força nas redes sociais o nome do psiquiatra Itálo Marsili, que, segundo a revista Crusóe, espera um encontro com o presidente e teria o apoio de olavistas e dos filhos de Bolsonaro.

Uma fonte do Planalto lamentou a possível indicação do psiquiatra, disse que seria estranho ter alguém "da ala ideológica em uma pasta tão importante", mas salientou: "em se tratando do presidente, não podemos descartar".

Os nomes do ex-ministro e deputado Osmar Terra e da oncologista Nise Yamaguchi ainda continuam sendo considerados, mas segundo uma fonte, a chance deles assumirem o posto diminuiu com o tempo. Em entrevista ao UOL, a médica, que já trabalha num grupo de ações contra o coronavírus coordenado pela Casa Civil, disse que aceitaria o convite.

Outro nome que chegou ao Planalto já na sexta-feira é do vice-almirante Luiz Froes, que é diretor de Saúde da Marinha. Apesar de reconhecido no meio, segundo um auxiliar, há receio de misturar ainda mais as relações das Forças Armadas com o governo. "O ideal seria um nome de um civil, renomado, que possa dar credibilidade e mais segurança às ações da pasta".

Outro que estaria na lista que está no Planalto é Allan Garcês, que está no ministério desde a gestão Mandetta-Gabardo. Médico ortopedista, militar reformado da FAB e bolsonarista, Garcês é coordenador de projetos de saúde digital do ministério.

(Colaborou Eduardo Militão)

Carla Araújo