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Dólar fecha em alta de 0,61%, a R$ 3,597, após Congresso aprovar rombo

Do UOL, em São Paulo

Após operar em queda pela manhã, o dólar comercial mudou de sentido no início da tarde e fechou esta quarta-feira (25) em alta de 0,61%, cotado a R$ 3,597 na venda. Esse é o maior valor desde 7 de abril, quando a moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 3,694.

Na véspera, o dólar havia caído 0,19%. No mês, a moeda acumula alta de 4,57%. No ano, no entanto, tem desvalorização de 8,88%.

O mercado de câmbio não vai operar nesta quinta-feira (26) por causa do feriado de Corpus Christi. As negociações voltam na sexta.

Rombo de R$ 170 bilhões

Investidores continuavam cautelosos em relação ao cenário político brasileiro. 

Nesta madrugada, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), passou por seu primeiro teste no Congresso Nacional com a aprovação do rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas para este ano. No entanto, operadores continuavam preocupados com a possibilidade de o Legislativo dificultar a aprovação de medidas para equilibrar as contas públicas.

Na véspera, o governo anunciou medidas econômicas, como limite de gastos, mas que dependem da aprovação do Legislativo.

"O mercado está sem direção, um pouco perdido. As cotações ficam muito ariscas porque o [cenário] político está muito nebuloso", disse o operador da gestora de recursos de um banco internacional à agência de notícias Reuters.

Dólar Ptax

Também influenciou a cotação do dólar o fluxo de saída da moeda no fim da manhã relacionado à formação do dólar Ptax. É uma taxa calculada diariamente pelo Banco Central brasileiro e que serve de referência para diversos contratos fixados em dólar.

Conforme se aproxima o fim do mês, muitos operadores costumam tentar puxar a cotação para cima ou para baixo, para favorecer sua situação. 

Sem atuação do BC

Pela quinta sessão seguida, o Banco Central não fez leilões de swap cambial reverso, que equivalem à compra futura de dólares.

Dólar mais baixo tende a prejudicar a atividade de exportadores ao encarecer produtos brasileiros. Por outro lado, o dólar forte pode pesar sobre a inflação local.

(Com Reuters)

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