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Dólar cai 0,92% e fecha a R$ 3,578, com contas do governo e feriado nos EUA

Do UOL, em São Paulo

dólar comercial fechou esta segunda-feira (30) com queda de 0,92%, vendido a R$ 3,578. No mês, a moeda americana acumula alta de 4,01%, mas, no ano, tem desvalorização de 9,37%.

Na última sexta-feira (27), o dólar havia fechado em alta de 0,38%.

Contas do governo

O dólar operou em baixa a maior parte da manhã e passou a cair mais à tarde, após a divulgação das contas do governo em abril. Segundo o Tesouro Nacional, as receitas federais superaram as despesas em R$ 9,75 bilhões em abril, superavit 11,4% inferior ao do mesmo período do ano passado.

O resultado, porém, veio muito melhor que o estimado por analistas, com projeção de saldo positivo de R$ 600 milhões no mês passado, conforme mediana das expectativas em pesquisa Reuters.

"No meio de tantas notícias ruins, é bom ter uma novidade positiva no que tange ao fiscal", disse o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional à agência de notícias Reuters.

"Não é como se todos os problemas tivessem desaparecido, mas em um dia mais vazio como hoje acaba servindo de motivo para os mercados melhorarem", acrescentou.

Dia de poucos negócios

A sessão foi marcada pelo baixo volume de negócios devido a feriado nos Estados Unidos. 

Os mercados norte-americanos não abriram nesta segunda-feira devido ao feriado de "Memorial Day". "Com os EUA parados, o mercado aqui fica bem devagar", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

Crise política

No Brasil, o cenário político continuava influenciando o mercado de câmbio. Investidores evitavam colocar dinheiro em negócios de maior risco, diante da expectativa de que o governo do presidente interino Michel Temer enfrente dificuldades para aprovar no Congresso Nacional medidas de cortes de gastos.

Esses temores políticos têm sido acentuados, nas últimas semanas, por uma série de notícias sugerindo que figuras importantes do PMDB e do próprio governo Temer se oporiam às investigações da operação Lava Jato. Na semana passada, isso resultou na exoneração do então ministro do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

"Não vejo o dólar voltando para abaixo de R$ 3,50 tão cedo", disse à Reuters o operador Glauber Romano, da corretora Intercam.

Sem intervenção do BC

O BC não anunciou qualquer intervenção cambial para esta sessão, mantendo-se ausente pela sétima sessão consecutiva.

Dólar mais baixo tende a prejudicar a atividade de exportadores ao encarecer produtos brasileiros. Por outro lado, o dólar forte pode pesar sobre a inflação local.

(Com Reuters)

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