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Dólar sobe e fecha a R$ 3,486, maior valor desde junho de 2016; Bolsa cai

Do UOL, em São Paulo

  • LM Otero/AP

O dólar comercial teve a quinta alta seguida e fechou esta quarta-feira (25) com valorização de 0,48%, cotado a R$ 3,486 venda, após operar acima de R$ 3,50 durante o dia. Esse é o maior valor de fechamento da moeda norte-americana desde 13 de junho de 2016 (R$ 3,487).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,5%, a 85.044,39 pontos, na segunda queda seguida. Na véspera, o dólar subiu 0,48%, e a Bolsa caiu 0,16%

Investidores estavam preocupados com o avanço dos títulos do Tesouro norte-americano nesta sessão. No Brasil, o mercado acompanhava cenário político doméstico incerto por conta das eleições de outubro. (leia mais abaixo)

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Na Bolsa, as ações da Petrobras fecharam entre as maiores quedas do dia (-3,17%). Investidores repercutiam rumores de que um megaleilão de petróleo previsto para este ano pode ser adiado.

As ações da mineradora Vale (-0,75%) e do Itaú Unibanco (-0,59%) também tiveram baixa. Por outro lado, os papéis do Banco do Brasil (-1,31%) e do Bradesco (+1,22%) fecharam em alta. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Fora do Ibovespa, as ações da operadora de saúde Hapvida saltaram 22,77%, a R$ 28,85, em sua estreia na Bolsa.

Títulos dos EUA e eleições no Brasil

Investidores estavam preocupados com o avanço dos títulos do Tesouro norte-americano e com a possibilidade de o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) acelerar o ritmo de alta dos juros. Taxas maiores nos EUA podem atrair para lá recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como o Brasil.

O mercado também mostrava cautela em relação ao cenário político brasileiro. A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou na terça-feira que se retire dos processos que estão nas mãos do juiz federal Sérgio Moro trechos de delações feitas por executivos da Odebrecht que implicam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

O ex-presidente, que lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições em outubro, é considerado pelo mercado menos comprometido com o ajuste das contas públicas. Lula está preso após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro. 

(Com Reuters)

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