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Ação da Vale na Bolsa dos EUA chega a cair 12% após barragem se romper

Barragem se rompe e casas são invadidas por lama em Brumadinho (MG) - Divulgação/Bombeiros
Barragem se rompe e casas são invadidas por lama em Brumadinho (MG) Imagem: Divulgação/Bombeiros

Do UOL, em São Paulo

25/01/2019 14h47

As ações da mineradora Vale na Bolsa de Valores dos Estados Unidos chegavam a despencar mais de 12% nesta sexta-feira (25), após o rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Por volta das 15h40 (horário de Brasília), os recibos de ações da empresa (American Depositary Receipt, ou ADR, na sigla em inglês) perdiam 6,9%, a US$ 13,84. Equivalentes a ações na Bolsa de Nova York, as ADRs da Vale tinham acumulado alta de 12,7% neste ano, até a véspera.

Bolsa brasileira

A Bolsa brasileira não opera nesta sexta-feira por ser feriado de aniversário da cidade de São Paulo (SP), onde ela está sediada. Na véspera, os papéis da Vale fecharam em alta de 0,9%, a R$ 56,15, acumulando ganho de 2,54% na semana. No ano, a Vale registra ganho acumulado de 10,1%.

O desastre em Brumadinho pode impactar as ações da multinacional na semana que vem, de acordo com André Perfeito, economista da Necton. Ele destaca o forte peso da empresa no Ibovespa, de 11,39% no índice. "Muito provavelmente veremos aumento de volatilidade, que está bastante baixa nos últimos dias", afirmou. 

Segundo Perfeito, o impacto do rompimento no mercado também vai depender de como o governo Bolsonaro lidará com a situação, "uma vez que ele tem se posicionado contra o fortalecimento do Ministério do Meio Ambiente, o que é particularmente sensível para investidores estrangeiros". 

Rompimento da barragem

O rompimento da barragem de rejeitos na mina Feijão ocorreu no início da tarde desta sexta-feira. A Vale informou que acionou um plano de atendimento de emergência e que ainda não há informações sobre as causas do acidente. 

A Defesa Civil de Minas Gerais e o Corpo de Bombeiros enviaram equipes ao local. Ainda não há informações confirmadas sobre vítimas, mas imagens de emissoras de TV mostram casas e carros atingidos pelos rejeitos. A Vale disse que havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos, o que indica a possibilidade de haver vítimas.

Mina Feijão

A mina Feijão produziu 7,8 milhões de toneladas de minério de ferro em 2017, segundo relatório da Vale, um volume relativamente baixo perto da produção total da companhia naquele ano (366,5 milhões de toneladas).

Segundo informações preliminares da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, a barragem que se rompeu estava paralisada --o órgão é responsável pelo licenciamento de barragens. Não havia imediatamente informações da Vale se a mina estava em operação.

Barragem de Mariana

O caso acontece três anos e dois meses após o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em um distrito de Mariana, também em Minas Gerais, no maior desastre ambiental do Brasil. A Vale é uma das controladoras da Samarco.

Dezenove pessoas morreram na ocasião e milhares perderam as casas em função do vazamento de 40 bilhões de litros de lama. 

(Com Reuters)

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