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Bolsa tem 4ª alta seguida e vai a 101.917 pontos; dólar cai a R$ 5,594

Getty Images/iStock
Imagem: Getty Images/iStock

Do UOL, em São Paulo

22/10/2020 17h17Atualizada em 22/10/2020 17h29

O Ibovespa registrou hoje sua quarta alta consecutiva, encerrando o pregão aos 101.917,73 pontos (+1,36%). É o maior valor de fechamento para o principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) desde 1º de setembro (102.167,65 pontos).

No mês, o Ibovespa soma valorização de 7,73%. Em 2020, porém, o indicador acumula perdas de 11,87%.

Já o dólar terminou o dia em queda, cotado a R$ 5,594 na venda (-0,36%). Desde 1º de outubro, a moeda norte-americana pouco variou (-0,39%), mas, no ano, já registra valorização de quase 40% frente ao real.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Expectativa para EUA e Brasil

O momento é de dúvidas sobre o futuro da economia dos Estados Unidos, uma vez que a Casa Branca e o Congresso seguem sem acordo para um novo pacote de apoio fiscal. A proximidade das eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro, representa um prazo bem apertado para as negociações.

Nesta semana, sinais de progresso nas conversas ofereceram algum alívio, principalmente com a visão de que uma vitória do democrata Joe Biden nas eleições significaria um auxílio federal mais robusto. A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, disse hoje que a legislação poderia ser elaborada "em breve".

No Brasil, os temores sobre a saúde das contas públicas seguem no radar dos investidores, que estão em busca de pistas sobre como o governo federal vai financiar o Renda Cidadã, futuro substituto do Bolsa Família, sem desrespeitar o teto de gastos.

"O Brasil não consegue se aproveitar [do apetite dos investidores] por conta do risco fiscal que ainda está na mesa, e o mercado aguarda definições que provavelmente ficarão para depois das eleições", explicou à Reuters Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office.

(Com Reuters)

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