Bolsa fecha em alta de 1,27%; dólar tem queda de 1,90%, a R$ 5,210
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta hoje (14). O índice encerrou as negociações com valorização de 1,27% aos 123.480,52 pontos.
As ações da Embraer lideraram os ganhos na Bolsa, com 8,48% de alta. Na outra ponta, os papéis da Natura caíram 1,66%.
Ontem (13), o índice encerrou o dia em queda de 1,67%, aos 121.933,08 pontos.
Já o dólar comercial fechou hoje (14) em queda 1,90% ante o real, cotado a R$ 5,210 na venda.
O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.
Ontem (13), a moeda norte-americana fechou em queda 0,23% ante o real, cotado a R$ 5,311 na venda.
No Brasil, há uma expectativa sobre a possível nova greve dos caminhoneiros e sobre possíveis interferências do presidente Jair Bolsonaro sobre empresas estatais listadas na Bolsa, como Banco do Brasil e Petrobras.
Mesmo assim, bolsa e juros ampliaram o movimento positivo, em meio a notícias de que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, saiu em defesa da permanência de André Brandão à frente do comando do Banco do Brasil e conseguiu reverter ímpeto inicial do presidente Jair Bolsonaro de demitir o executivo.
Segundo Henrique Esteter, analista de research da Guide, o dia é de ânimo nos mercados mundiais, após notícia da CNN de que o estímulo proposto pelo futuro governo Joe Biden ficará em torno de 2 trilhões de dólares.
Contudo, a dinâmica do mercado de câmbio segue frágil, com analistas ainda citando preocupações de ordem fiscal e com os rumos da agenda de reformas como elemento a deprimir o real. E, mesmo com notícias sobre a permanência de Brandão à frente do BB, o ruído em si se somou aos receios.
No exterior, os agentes do mercado continuam na expectativa pelo novo pacote de estímulo à economia dos EUA. O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, deve divulgar nesta quinta-feira sua proposta de pacote de estímulo, projetado para alavancar a economia norte-americana, atingida pela pandemia, com um resgate econômico que pode ultrapassar o valor de 1,5 trilhão de dólares.
Já o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou que a economia dos Estados Unidos pode voltar para os níveis de fevereiro de 2020, antes da pandemia e covid-19, "muito antes" do que o previsto inicialmente.
De acordo com Powell, a dívida pública americana está crescendo em ritmo mais rápido do que a economia atualmente, o que ele considera "insustentável". Porém, o dirigente afirmou que o nível total da dívida é "sustentável".
Além disso, as exportações chinesas cresceram mais do que o projetado em dezembro, enquanto a economia alemã encolheu menos do que o esperado, a 5,0% em 2020, uma vez que uma forte resposta do Estado ajudou a limitar os impactos causados pela pandemia da covid-19.
(Com Reuters)
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.