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Bolsa tem melhor mês desde dezembro; dólar cai 2,31% no dia, a R$ 5,629

O dólar comercial fechou hoje em queda de 2,31% ante o real e Bolsa cai  - Getty Images via BBC
O dólar comercial fechou hoje em queda de 2,31% ante o real e Bolsa cai Imagem: Getty Images via BBC

Colaboração para o UOL*

31/03/2021 17h53

Apesar de fechar o dia em queda de 0,18%, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, fechou março com o seu melhor desempenho desde dezembro do ano passado. Neste mês, o indicador teve alta de 6%, após registrar queda em janeiro (-3,32%) e fevereiro (-4,37%).

Em dezembro do ano passado, a Bolsa acumulou ganho de 9,30%. Nesta quarta-feira, a Bolsa terminou com 116.633,72 pontos, tendo uma queda de 0,18%, quebrando assim uma sequência de quatro dias de alta. A mínima foi de 115.932,42 e máxima de 117.248,51.

As ações que lideraram os ganhos no dia foram da Equatorial (EQTL3.SA), com alta de 8,39%, cotadas a R$ 24,80. Na outra ponta, os papéis que mais caíram foram da YDUQS (YDUQ3.SA), com queda de 4,74%, cotados a R$ 26,71.

O dólar fechou hoje com uma forte queda de 2,31% ante o real, cotado a R$ 5,629 na venda. Essa é a maior desvalorização da moeda americana desde o dia 10 de março, quando ela caiu 2,5%.

No acumulado do mês de março, o dólar teve uma alta de 0,41% ante o real.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

O que influenciou o mercado nesta quarta-feira

O final do trimestre foi protagonizado por uma política doméstica agitada após mudanças nas Forças Armadas e em vários ministérios, com os investidores acompanhando com cautela as perspectivas fiscais para o Brasil.

Em nota à Reuters, a Genial Investimentos disse que "a reforma ministerial pode ajudar na relação entre o Legislativo e o Executivo, mas a incerteza política impõe prêmio na parte longa da curva de juros e fragiliza a moeda doméstica", destacando as incertezas representadas pelo Orçamento de 2021.

A lei orçamentária aprovada pelo Congresso na semana passada foi chamada por técnicos do governo e economistas de "contabilidade criativa", com direito a reestimativa irreal de despesas, uma pedalada fiscal e parâmetros econômicos defasados, que demandariam cortes draconianos para evitar o descumprimento das regras fiscais.

Segundo o secretário do Tesouro, Bruno Funchal, o governo pode vetá-la parcial ou integralmente. Ele afirmou que é dever do Tesouro diagnosticar o problema gerado pelas mudanças no Orçamento de "forma correta" para apontar soluções, e afirmou que essa discussão está em curso. "Será necessária boa articulação política com o Legislativo para executar essas mudanças", disse a Genial Investimentos.

Além das incertezas fiscais persistentes, que há meses vêm pressionando os mercados domésticos, a trama política imprevisível e o recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil têm sido citados por especialistas como fatores de impulso para o dólar recentemente.

Vários Estados e municípios brasileiros estão sob restrições mais rígidas de combate ao vírus devido a sua forte disseminação, o que levantava temores entre os investidores sobre as perspectivas de uma retomada econômica.

* Com informações da Reuters

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